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Conheça os hots montados a partir de tanques de combustível de avião, sucesso nas pistas de arrancada

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

Para montar um hot rod, você pode utilizar qualquer modelo de automóvel, ou até mesmo montar um a partir de chapas de aço, chapas de alumínio ou fibra de vidro. Mas, que tal montar um a partir de um tanque de combustível de avião? Em 1946, Bill Burke apareceu para competir nas provas de velocidade no deserto de El Mirage, Califórnia, com um inovador carro em forma de gota. Na sua construção, Bill adotou como carroceria um tanque de combustível externo de um avião de caça P38 Lightning.

Bill teve esta ideia enquanto servia como piloto de barco de patrulha no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, e, em um porto, viu um depósito com vários destes tanques. O P38 era um avião fabricado pela Lockheed e foi utilizado pela Força Aérea americana a partir de 1941, na Segunda Guerra Mundial. Nessa época, os tanques de combustível auxiliares equipavam aviões de caça, bombardeiros e aviões de carga para aumentar sua autonomia de voo, detalhe importante num conflito de proporções mundiais. Os tanques que equipavam os P38 eram feitos de metal e podiam ter capacidade para 165 ou 310 galões (627 ou 1.178 litros) e em voo podiam ser ejetados pelo piloto no caso da aproximação de algum caça inimigo. Com o descarte do tanque, a aeronave ficava mais leve e o piloto poderia atacar ou se defender com maiores agilidade e velocidade (e o inimigo ganharia uma bela carcaça para montar um hot rod e talvez alguns galões de gasolina de ótima qualidade…).

Contrapondo a carroceria inovadora, o carro de Bill adotava uma mecânica bem tradicional: motor V8 Ford flathead, eixos e caixa Ford, tudo isto sobre um chassi alterado de Modelo T. Nas provas de 1946 e pilotado por Eddie Korgan, a melhor velocidade do “tanque” de Bill foi 211 km/h, abaixo do recorde da classe para a época, de 224 km/h.

No ano seguinte, em sociedade com Don Francisco, Bill constrói um novo carro usando um tanque maior, de 310 galões. Neste novo modelo, o piloto foi posicionado à frente do motor, e como o tanque era bem maior, o piloto ficava instalado dentro do tanque, melhorando a penetração aerodinâmica do bólido (no modelo anterior boa parte do corpo do piloto ficava exposta). Este modelo acabou sendo destruído num acidente e um terceiro carro foi montado com as partes remanescentes. Este foi equipado com motor Mercury flathead de 4,4 litros com carburação dupla, eixos de Ford modelo A e o chassi foi construído com partes de Ford Modelo T e Modelo A. Nas provas de 1948, e conduzido por Bill Phy, o novo “tanque” atingiu 231 km/h, batendo enfim o recorde da categoria. Com a quebra deste recorde, o que era um experimento se transformou em um padrão a ser copiado.

Este tipo de hot rod comprovava toda criatividade e ingenuidade associadas aos hot rodders. Pois, em vez de se gastar um valor considerável na construção de uma carroceria especial para se atingir velocidades mais altas, se aproveitava o formato aerodinâmico de uma peça preexistente, no caso um tanque de avião.

Os “belly tanks” não vivem apenas de história e alguns ainda permanecem competindo nas provas de velocidade em Bonneville. Os tanques de P38, que antigamente eram uma sucata que interessava apenas aos rodders, com o passar dos anos passaram a ser disputados também por restauradores de aviões, o que tornou a construção de um carro destes muito mais difícil. Quem será que teria mais direito a estes artefatos? A minha opinião vocês já conhecem…

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