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Saiba como funciona e veja as melhores opções para equipar seu hot rod

Texto: Manoel G. M. Bandeira
Fotos: Divulgação

Opa! Está faltando alguma coisa. Não deveria haver outro pedal ali? A falta do terceiro pedal denuncia: é um carro automático. Sem embreagem, os câmbios automáticos mudam as marchas sem que o motorista precise fazer absolutamente nada. Basicamente, um sistema hidráulico comanda as mudanças, reconhece o giro do motor e a velocidade alcançada, troca as marchas e mantém o giro do motor praticamente constante, independentemente da velocidade atingida. Essas caixas de marchas começaram a ser utilizadas em larga escala nos famosos carrões norte-americanos da década de 1950. Isso, apesar de já serem comercializadas muito antes em alguns modelos de luxo, como Cadillac, Buick e Oldsmobile.

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Como funciona? Nos câmbios convencionais, chamados de câmbios mecânicos, a embreagem acopla o motor ao câmbio. Quando pisamos na embreagem, ela simplesmente desconecta o motor da caixa, ou seja, o motor gira livre, proporcionando, assim, a troca de marchas. No caso do câmbio automático, quem faz as vezes da embreagem é o conversor de torque. O conversor de torque nada mais é do que uma bomba de óleo centrífuga que, por meio de suas aletas internas, bombeia óleo sob pressão para o conjunto hidráulico. Simplificando as coisas: quanto mais aumenta a rotação do motor, maior é a pressão do óleo enviado pelo conversor de torque. Quando esta pressão chega a um ponto determinado, uma válvula se abre e dá passagem ao óleo, que aciona um conjunto de cintas e discos que, por sua vez, aciona outro sistema integrado de engrenagens e planetárias, fazendo assim a marcha necessária à velocidade do veículo.

Numa caixa de câmbio mecânica, temos dois conjuntos principais de engrenagens que, dependendo da posição em que estão conectados, fazem as várias marchas disponíveis. Já no sistema de câmbio automático, temos um conjunto de planetárias que, dependendo de como estão conectadas entre elas, determinam a velocidade transmitida ao diferencial.

Opções de comando

As caixas de câmbio automáticas mais encontradas têm as seguintes opções de comandos: Posição “P”: vem da palavra “Park” em inglês, que significa parado ou estacionado. Utilizada para estacionar, recomendada para dar a partida garantindo que o carro fique parado, pois bloqueia as rodas de tração. Posição “R”: vem da palavra “Reverse”, ou seja marcha a ré. Posição “N”: Neutral, é o ponto morto. Pode ser utilizada ao dar a partida e desligar o veículo, não bloqueia as rodas de tração. Em um carro com câmbio automático, não é aconselhável rodar com o câmbio na posição “N” (ponto morto), pois o câmbio ficaria sem lubrificação, o que pode ocasionar sérios danos. Posição “D”: Drive, ou dirigir, em português. Esta é a opção que realmente torna o carro automático, pois troca as marchas no giro determinado pela pressão do óleo do conversor de torque. É a posição mais utilizada.

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Posições 3 – 2 – 1: estas posições permitem ao usuário uma utilização muito parecida com a de um câmbio mecânico, pois quando utilizamos a posição “1” por exemplo, o câmbio permanece em primeira marcha, só mudando para segunda quando levarmos a alavanca para a posição “2”. Este artifício pode ser utilizado tanto para direção esportiva, como uma arrancada mais forte, como também para a redução de marchas, ajudando a reduzir a velocidade através do freio motor. Para seu hot rod Abaixo, algumas das caixas de câmbio automáticas mais utilizadas em hot rods.

Power Glide: utilizada nos Chevrolet em sua primeira versão, com corpo de ferro fundido, de 1950 a 1963. Em 1963 passou a ser fabricada com carcaça de alumínio (esta é a mais procurada). A Power Glide é a caixa mais requisitada para carros de arrancada. Ela tem apenas duas velocidades, o que representa um ganho considerável em arrancada, pois troca de marcha apenas uma vez.

Turbo TH350: com certeza um dos câmbios mais utilizados em hot rods. Isso se dá pela grande oferta de caixas e peças, principalmente no mercado americano. Algumas pessoas consideram que o TH350 é uma evolução da Power Glide, porém com nítidas características herdadas da TH400, que equipava os Cadillacs a partir de 1963. Originalmente concebida com três velocidades, hoje pode ser encontrada com quatro ou cinco marchas. Existem kits de adaptação que funcionam como over-drive, desmultiplicando a velocidade de saída, formando mais duas ou três marchas.

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C4: este câmbio começou sua vida em 1964, substituindo seu antecessor, conhecido nos EUA como “Cruise-o-matic” que tinha carcaça de ferro fundido. O câmbio C4 vinha com a novidade da carcaça de alumínio. Com três velocidades, é um dos câmbios mais encontrados no Brasil, pois equipava os Ford Maverick e a família Galaxie. É um câmbio leve na versão original e deve ser utilizado em motores de bloco pequeno, até 302 polegadas.

Torque Flite: câmbio utilizado pela Chrysler no Brasil, equivalente ao TH350 da GM, também opera com três velocidades e tem a carcaça em alumínio.

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