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Gerente comercial de Santo André esbarra sem querer neste Chevelle Malibu 1969, coincidentemente um dos seus carros preferidos. Não teve como resistir!

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Chevelle Malibu 1969

Dizem que grandes amores não se escolhem, somos escolhidos por eles. O acaso foi um dos principais agentes do “encontro” do gerente comercial Ralf Vendrasco, de Santo André (SP), com seu Chevelle Malibu 1969. “Comprei este carro de um querido cliente. Um dia ele foi até a loja em que eu trabalhava, a SD Motorsports, para buscar uma encomenda, começamos a conversar sobre muscle cars e, no meio do papo, surgiu o nome do Chevelle, que é um carro que sempre admirei.

Fiquei surpreso ao saber que ele possuía este carro, fato que eu não havia descoberto nos sete anos em que ele frequentou a loja. Ele então me falou que o carro poderia ser meu. Foi aí que tudo começou”, conta Ralf, que decidiu levar o muscle americano para a sua garagem. Segundo ele, o estado do carro era “razoável”, mas com muitos detalhes para acertar. Porém, apesar do desafio da restauração, achar peças e componentes para o carro não representou um grande desafio. “Não tive grandes dificuldades com peças, tive fácil acesso, inclusive com bons preços”, afirma.

Laranja boreal

A parte externa foi completamente reformada. A cor, que já era laranja, agora está na tonalidade “boreal”, segundo contou o proprietário. Para dar ainda mais cara de malvado ao cupê, Ralf adquiriu na Tec Art um scoop para o capô, que deu um ar de Mad Max ao bólido. “Ficou bastante agressivo. Pelas linhas e com o som do V8, acredito que o scoop ficou dentro da proposta para o projeto”, comenta. Os faróis foram importados e as lanternas são originais do carro. Também chegaram direto dos EUA retrovisores, frisos, emblemas e outros acessórios. As rodas são Flat Wheel, de 18”, montadas em pneus Toyo nas medidas 245/40 na dianteira e 275/35 na traseira.

Adaptações necessárias

Para acomodar instrumentos, rádio e controle da suspensão, foi necessário criar um console extra no painel do Chevelle, mas nada que alterasse significativamente o visual. Velocímetro e marcador do nível de combustível permaneceram originais e o volante é importado, da RS Equipments. O modelo ainda conta com CD player e um sistema de som simples e funcional, composto de dois alto-falantes de 6” trabalhando com outros dois de 6×9”. O banco dianteiro foi revestido em curvim de duas cores, preto e marrom, para combinar com o painel. O banco traseiro permanece original.

Mais novo e mais forte

Por baixo do capô está o imponente V8 de 350” desenvolvido pela Chevrolet norte-americana. Porém, este motor não é o original do carro, mas adaptado a partir de um modelo 1996, com construção mais moderna. Além disso, Ralf adicionou uma série de “pimentas” no propulsor de 5.7L. Os pistões são do tipo flat top, da Sealed Power, com anéis Total Seal. Bronzinas e buchas são da Clevite.

O cabeçote foi refeito, com novos dutos e ângulos para as válvulas, pela Neno Cabeçotes Especiais. As válvulas são originais, com molas Edelbrock. O coletor de admissão é de alumínio, também da Edelbrock, mesma marca do carburador de 600cfm de vazão, uma vez que, para compensar esse aumento de fluxo de ar, foi preciso também aumentar o envio de combustível. Os coletores de escape são Hedman, que trabalham em conjunto com abafadores Flowmaster. A parte elétrica conta com distribuidor Procomp e cabos de vela de 8mm da Accel.

Com essas modificações, o Malibu hoje rende cerca de 350cv, segundo estimativas do proprietário. O câmbio é mecânico, de quatro velocidades. Os freios ainda são a tambor, como nos originais, mas refeitos desde o cilindro mestre, que foi substituído por um de maior vazão. Além disso, foram trocados todos os canos, cilindros de roda, lonas e foi feita retifica de tambores. Para dar mais estabilidade, o sistema de suspensão também foi modificado. Algumas das buchas originais foram trocadas por outras em poliuretano, mas não todas, para não perder o conforto. Além disso, agora o sistema conta com bolsas de ar Airlift, que permitem ao motorista regular a altura do carro. Segundo Ralf, o carro está muito bom de andar e “na mão”. Sobre o consumo, ele diz que é normal que o carro “beba bem”.

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