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Modelos da Citroën que comoram aniversário serão apresentados no Rétromobile 2018, que ocorrerá entre 7 e 11 de fevereiro em Paris

Texto: Redação
Foto: Divulgação/Citroën

Citroën

Para a edição de 2018 do Salão Rétromobile (Paris Expo Porte de Versailles), que será realizado entre esta quarta-feira e o próximo domingo, a Citroën convida os visitantes a descobrir seu estande (Pavilhão 1). O objetivo: uma viagem no tempo e um mergulho nas memórias de infância de toda uma geração…

70 Anos de 2CV, o mito popular

Salão de Paris 1948. O Citroën 2CV é apresentado ao presidente da República, Vincent Auriol, deixando a multidão boquiaberta. Enquanto alguns zombam de sua silhueta singular, outros veem nele todas as qualidades que ainda faltam em muitos modelos: simplicidade, leveza, agilidade, conforto, versatilidade…

Logo nos primeiros dias, a grande quantidade de pedidos dá razão à Marca e aos seus designers visionários. André Lefebvre, responsável pelo departamento de engenharia da Citroën, dota o 2CV com uma série de tecnologias engenhosas para aquela época: tração dianteira, suspensão flexível com amplo movimento, motor de dois cilindros refrigerado a ar etc.

Popular no sentido nobre da palavra, o Citroën 2CV se torna um verdadeiro ícone e um fenômeno social: torna-se o carro dos agricultores, dos padres, dos pais de famílias, assim como dos jovens, dos estudantes… Ele viverá uma carreira excepcional de 42 anos, com mais de 5,1 milhões de unidades vendidas (incluindo os furgões) até 1990. Ainda hoje, o ‘Deuche’ continua sendo um ícone da história automotiva e é a paixão de muitos colecionadores no mundo todo.

TPV, o antepassado do 2CV (1939)

Precursor do 2CV, o projeto TPV (Très Petite Voiture) nasceu em 1936. Objetivo: tornar o automóvel um produto comum, útil para o trabalho do mundo agrícola e acessível às classes populares, em uma época em que o automóvel ainda era considerado um objeto de luxo. Simplicidade, frugalidade e engenhosidade devem, portanto, ser combinadas ao serviço de um objetivo: “transportar quatro pessoas e cinquenta quilos de batatas ou um barril, na velocidade máxima de 60 km/h“. Resultado: o carro pesava 370 kg vazio, com um custo extremamente competitivo para a época. Ele tinha apenas um farol, já que a legislação da época não obrigava a ter dois!

Em 1939, cerca de 250 modelos pré-série estavam prontos para o Salão do Automóvel de Paris… Mas este é cancelado por causa da declaração de guerra. Os veículos são deliberadamente destruídos ou escondidos. Somente quatro chegaram até nós, incluindo o modelo restaurado e exposto no Rétromobile. Os outros três foram encontrados em 1994, no sótão inacessível de uma fazenda no Centro de Testes da Citroën em La Ferté-Vidame…

 

50 anos de Méhari, o anticonformista

Maio de 1968. Enquanto uma geração inteira joga os paralelepípedos parisienses em busca de mais liberdade, a Citroën apresenta um modelo que representa a liberdade: o Méhari. Este conversível atípico construído em uma plataforma de Dyane 6 é quase visto como um “objeto rodante não identificado” nas estradas da época. Por uma boa razão: sua surpreendente apresentação – fresca, desinibida e despretensiosa – acaba com os códigos dos conversíveis tradicionais.

Ao mesmo tempo polivalente, prático e econômico, o Citroën Méhari é o aliado ideal para escapadas à beira-mar, graças à sua engenhosa carroceria de plástico ABS que o torna ao mesmo tempo muito leve (525 kg), insensível à corrosão e integralmente lavável com um jato de água. Totalmente convivial e otimista graças à sua modularidade generosa e a suas cores pop, este pequeno Citroën é imediatamente um sucesso popular.

Símbolo de liberdade e de um modo de vida simples e despreocupado, o Citroën Méhari torna-se rapidamente um fenômeno social. Ele também tem uma grande carreira no cinema (especialmente na série muito popular “Le Gendarme” com Louis de Funès) e nas estradas do mundo (Raid Liège-Dakar-Liège em 1969, Raid Paris-Cabul-Paris em 1970 etc.).

Ele será produzido durante quase 20 anos, até 1987, com mais de 145 mil unidades.

VEJA TAMBÉM: Técnica: A retomada – Pré-guerra e pós-guerra, a história contada pelos hot rods.

 

Duas obras originais para sublimar a nostalgia dos 2CV e Méhari

Pelo fato dos 2CV e Méhari serem frequentemente associados às memórias de infância de toda uma geração, os aniversários desses dois ícones automotivos são também celebrados por meio de atividades artísticas! Cada modelo é de fato engrandecido, peça por peça, por meio de duas obras monumentais assinadas por Stéphane Gillot.

Este artista, também diretor de programas de televisão, era apaixonado por maquetes quando era criança. Hoje, ele gosta de fazer reviver o imaginário em torno de objetos industriais do passado cheios de nostalgia, recortando-os e transformando-os em uma verdadeira instalação artística. Assim desconstruídos e remontados em duas dimensões, esses objetos parecem sair de uma caixa de maquete nova, congelados na possibilidade de uma nova vida. Mas enquanto as maquetes tradicionais são miniaturizadas e usam peças novas, as obras de Stéphane Gillot são na escala de 1:1 e juntam verdadeiras peças sobressalentes cheias de histórias. Com base neste princípio, em outubro passado, o artista apresentou uma exposição no Teatro de La Madeleine em Paris, com 12 produtos explodidos e remontados em duas dimensões, desde o VéloSolex até o jogo de pebolim Bonzini.

No salão Rétromobile, a Citroën expõe a visão do artista do icônico Méhari e sua última criação com o 2CV. Alegoria da infância, a visão explodida e engrandecida desses dois modelos os torna as verdadeiras ‘madeleines de Proust’!

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