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Rat Rod com motor Flathead V12 arranca elogios de customizadores gringos e passeia forte pela pista do Autódromo de Cascavel

Texto: Da Redação
Fotos: Divulgação

That’s pretty badass, man”. Essa foi a expressão do pessoal da oficina Gas Monkey, de Dallas, nos Estados Unidos, quando viu as fotos do Rat Rod V12 fabricado na cidade de Cascavel (PR). Também não é para menos, o carro é único em sua configuração. Já passava das 2 horas da madrugada quando Augusto Bittencourt, como sempre navegando pelo E-bay garimpando peças de motos e carros, viu uma oferta estranha: um motor tirado de um Lincoln, um Flathead V12, com mais quilos de ferrugem do que o Titanic no fundo do mar.

Mas não custava fazer uma oferta… Pronto, começava aí a “saga” para montagem de um dos rat rods mais incríveis, inclusive para os padrões norte-americanos. A carroceria original veio de um Ford 1929 Tudor (duas portas, que nada tem a ver com os Tudors da dinastia de Henrique VIII), que estava inteira, perfeita, inclusive com portas, para-lamas, chassi original e tudo o mais. Intervenção cirúrgica Dentro da oficina construída em sua própria casa, Augusto, que é advogado e mecânico por hobby, iniciou sozinho os trabalhos de retirada e limpeza da carroceria, deixando-a limpa e pronta para sofrer a primeira “cirurgia”, ou seja, rebaixar o teto em 6 polegadas.

“Precisa ter muita coragem para pegar um carro de 1929 original, perfeito, lindo, e cortar 6 polegadas. Mas no final o resultado estético valeu a pena”, conta o dublê de advogado e mecânico. O chassi também foi inteiramente construído em sua oficina, sem qualquer modelo específico, feito tão somente para agregar uma carroceria original e um motor gigante. E assim foi feito. Todos os componentes do chassi, bem como todas as peças necessárias, foram feitos sob medida. Não existe no carro um único componente que não tenha sido pensado, desenhado e cortado especialmente para ele. O motor é um V12 Flathead, difícil de encontrar até mesmo nos Estados Unidos, com um câmbio original de três velocidades e Overdrive (roda livre).

O câmbio possui a opção da roda livre acionada por uma alavanca junto com a alavanca da marcha. Só para se ter uma ideia, da hélice do motor ao final do câmbio são mais de 1,80 m! A alavanca de marcha, ou melhor, as alavancas de marcha, são um caso à parte. Na verdade são quatro alavancas “esculpidas” para o carro, com bolas de sinuca na ponta. Uma faz primeira e ré, outra faz segunda e terceira, outra faz o overdrive e outra ainda levanta e abaixa a suspensão traseira, que é com airbags.

Os aros são originais de 1932, raiados e de 16 polegadas, com pneus faixa branca e calotas Cragar, que dão ao carro um charme a mais. O cardã que passa sob o assoalho tem uma capa com o nome do carro cortado no aço: Ford Model A 1929. A direção continuou inglesa (no lado direito) sendo que o setor faz o eixo sair para fora e aciona as rodas através de uma biela, bem ao estilo americano. Outra coisa que chama muita atenção no carro é a forma de dar a partida. Ela é feita por meio de um pedal de partida de uma moto Harley-Davidson 1942, instalado na lateral da carroceria.

Acionado pelo pé, igual a uma moto, o pedal dá a partida no motor monstro. Os faróis são de um Chevy, em gota, e deram um ar mais “rápido” à frente do carro, que foi mantida original, mudando tão somente a posição das molas, que saíram de cima do eixo para irem para os braços laterais, permitindo rebaixar mais a dianteira. A grade da frente é de fabricação local, a mesma empresa que fez todas as outras peças cortadas e usinadas do carro, mas o “shell” é também de um Chevy , tampando todo o radiador. Sobre a grade do radiador está o “Deat Proof”, o Pato Louco que apareceu em vários filmes, e teve sua maior aparição no filme do mesmo nome (À Prova de Morte, em português) dirigido por Tarantino, cujo Pato Raivoso aparece sobre o capô de um Chevy Nova.

Escape cascavel

Os escapes, seis de cada lado, são de aço inox, soldados em argolas como uma cobra, em homenagem à cidade natal do carro, e também imitando os escapes de motos customizadas. Uma das coisas mais legais é o marcador de combustível, que é externo por gravidade, feito com um garrafa de Jack Honney, cujo combustível sobe por uma espiral de cobre, como em um alambique. O espelho retrovisor está acoplado a um pequeno caça-mulata, também de época. A opção por deixar o carro no estilo rat foi simples.

“A beleza tinha que aparecer da estética geral do carro, do motor, das rodas, da frente longa, e não de uma pintura nova, até porque tirar uma pintura que demorou quase 80 anos para ficar linda e colocar algo brilhante, não iria deixar o carro mais bonito”, explica Augusto. Nos testes feitos no Autódromo de Cascavel, o carro andou muito bem. “O motor é muito forte para os padrões da época, e realmente é uma sensação única andar em um rat rod inteiramente construído em minha oficina, ao estilo americano, mas com a vontade e a alegria nossa”, finaliza o proprietário.

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