Cultura: Estilo e suavidade, o segredo dos kustoms

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O desafio da construção de um verdadeiro custom de qualidade começa com a escolha do carro certo e da visão certa para transformá-lo em um sonho sobre rodas

Texto: Victor Rodder
Fotos: Reprodução/“Custom Cars”, de Alan Mayes

Cultura Hot

Nunca escondi que sempre fui um rodder muito mais custom do que hot. E que são os carros do final da década de 1940 e da década de 50 que me encantam. Logicamente adoro os hots, streets, muscles… Mas são os customs, na verdade os kustoms, que me deixaram apaixonado pelo universo da cultura hot.

E hoje me considero uma pessoa afortunada por ter tido na garagem, não sem muito esforço, paciência e dedicação, alguns belos espécimes dessa raça de carros, que a cada dia está mais rara.

Meu último kustom que ficou pronto foi um Shoebox 51, que, modéstia à parte, merece os prêmios que ganhou. E pensando nisso, em carros que temos e personalizamos, ou às vezes em carros que admiramos quando estamos navegando na internet, ou especialmente quando podemos vê-los ao vivo e em cores, este mês resolvi escrever sobre uma das coisas que mais me atraem dentre os vários fatores que fazem com que um kustom seja realmente admirável: a fluidez de suas linhas.

ALTERAÇÔES SUTIS

A coisa mais legal de um kustom é poder olhá-lo de ponta a ponta e enxergar a suavidade com que as alterações foram feitas, ver as linhas do carro respeitadas, mas melhoradas. Percebam como os customs da década de 50, em sua esmagadora maioria, se inspiram em desenhos de foguetes ou aviões: na frente sempre algo remete a potência, turbinas, aerodinâmica, e segue suavemente ao longo da carroceria (fuselagem) até encontrar a traseira (cauda). Assim é, ou pelo menos deveria ser, o que vemos na criação de carro feito sob medida para seu dono, um custom made.

O criador do projeto de um custom tem de ser cauteloso e muito atento aos detalhes, pois são nos detalhes que as coisas acontecem. Vejamos que, ao personalizar um carro, estamos pegando a criação de outra pessoa, um carro desenhado por um designer profissional, e tentamos melhorá-lo.

E se vamos mexer no projeto de outra pessoa, é melhor que o trabalho seja bom! O limite entre o muito legal e o muito brega é tênue. E a receita ideal para um custom que realmente agrade aos olhos é que ele tenha uma fluidez nas linhas e na aparência geral, que pareça aos olhos dos leigos que saiu assim de fábrica. Que foi assim concebido. E esse conceito não é só meu. Recentemente comprei um excelente livro de Alan Mayes, fotógrafo e editor da Old Skool Rodz e da Car Kulture Deluxe, duas revistas norte-americanas sensacionais, chamado “Custom Cars”. Lendo este livro vi que meu conceito sobre qual era o truque para que um custom ficasse bom ou não estava certo.

PLANO GERAL

Nas palavras de Alan, que tomo a liberdade de traduzir aqui, um bom custom deveria se parecer com um carro saído das pranchetas de um designer. Embora os carros sejam vistos como um grande trabalho geral, sua construção é realizada em pequenas sessões. Isso faz com que seja duplamente importante para o construtor de carros modificados ter um plano geral do que vai fazer. Ter em mente a visão completa do carro antes de cortar, soldar, rebaixar e emendar. Justamente para que ele não se distraia e venha a perder o foco principal do projeto algum lugar.

É muito provável que todos nós já tenhamos visto um custom do qual, obviamente, o construtor, ou não tinha um plano ou tinha um mau gosto excepcional. Nesses carros, o que acontece é que o construtor escolheu vários elementos únicos que ele gostava, mas não parou para pensar em como eles ficariam juntos. É o que eu chamei acima de limite entre o muito legal e o brega demais. Nesse livro de Alan, temos uma série de ótimas ideias de pequenos elementos que podem deixar um custom incrível. Mas, se não souber como combiná-las, no final o carro vai ficar muito pior do que era antes de ser modificado.

O desafio da construção de um verdadeiro custom de qualidade começa com a escolha do carro certo e da visão certa para transformá-lo em um sonho sobre rodas. Escolher o estilo de carroceria certo, as peças do carro doador certas, e selecionar a combinação perfeita de acessórios, interior, motor, pintura e revestimento, é muito difícil. São inúmeras e infinitas, eu diria, as combinações e possibilidades. Por isso, uma boa dica para começar é justamente pesquisando. E uma boa fonte é este livro, cheio de ideias e elementos que funcionaram bem em outros carros, que conseguiram uma modificação suave e coesa em seus projetos.

Nas fotos que ilustram este artigo, bons exemplos de carros que deram certo, e que estão nas páginas do livro de Alan Mayes. O livro custa US$ 25,00, em média, pode ser encontrado na Amazon, e vale cada centavo. Eu recomendo.

VEJA TAMBÉM: Cultura: Cuba, uma nação rat Rod.

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