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Empresário paulista, apaixonado pela marca norte-americana e seus muscle nacionais, reforma completamente um Dodge Dart 1973

Texto: Flávio Faria     Fotos: Ricardo Kruppa

“Só quem já acelerou um Dodge sabe como é”, costumam dizer os “dodgeiros”, ou apaixonados pelos carros da marca norte-americana. No Brasil, existe toda uma cultura voltada para os modelos, referência de luxo e esportividade durante os anos 70. Nos Estados Unidos, é quase uma religião. “Já tenho este carro há cinco anos. Comprei só a carroceria, ele estava todo desmontado e faltando quase tudo”, conta o empresário Marcelo Bomfogo, de São Paulo. O trabalho de restauração no Dodge foi minucioso, feito com cuidado e, claro, consumiu tempo e dinheiro. “Para fazer a pintura foram quase dois anos de muita briga. Depois, na parte da montagem, também foi devagarinho, conforme era possível. Em alguns momentos de crise, quase resolvi vendê-lo desmontado mesmo”, conta o proprietário, que além deste Dart já teve outros modelos da marca. “Sempre tive Dodge. O meu primeiro carro foi um Charger, comprado em sociedade com um amigo, o Pardal. Era um modelo 1977, lindo”, lembra.

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Sucesso nacional

Produzido desde 1960 nos EUA, o Dart começou a ser montado no Brasil a partir de 1969. Este foi o modelo-base para todos os carros da marca em solo brasileiro, entre eles o Charger, o Magnum e o Le Baron, que compartilharam especificações técnicas e diversos detalhes de engenharia. Do americano, a nossa versão conservou o estilo, mas traz grade dianteira e painel traseiro diferentes, com visual um pouco menos esportivo, principalmente por conta da diferença de idade e gostos dos públicos americano e brasileiro na hora de comprar o produto. Por aqui também foram incorporadas versões mais luxuosas, com mais frisos.

Por fora, o visual está no estilo “bad boy”, sem frisos e cromados. A cor escolhida para o cupê foi preta. Apenas os para-choques se destacam no brilho. As rodas são de liga, em formato esportivo, mas sem sair do bom gosto. Com 15” de diâmetro, as redondas da Magnum estão calçadas em pneus da sul-coreana Kumho.

Por dentro, o visual também não saiu do sóbrio. O painel é original, com todos os instrumentos ainda funcionais, que passaram apenas por uma aferição para rodar sem problemas. O volante é esportivo e clássico, de três raios, com aro em madeira. Um detalhe bonito e que destaca a vocação de bravo do Dart.

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Coração americano

Por baixo do capô está o maior motor V8 já produzido em solo nacional, o 318” da Dodge. Com 5.2L de cilindrada, este propulsor originalmente produz 200cv de potência e foi criado para rivalizar com os outros grandes nomes da época: Maverick e Opala. Quando chegou às mãos de Marcelo, o carro, além de desmontado, estava sem motor. Esta, segundo ele, foi uma das partes mais complicadas. “Troquei uma moto, que utilizava como meio de transporte, pelo motor”, lembra o empresário, que com o tempo foi adicionando as partes que achava interessante e acabou ganhando 90cv de potência com algumas mudanças simples.

Os pistões agora são Keith Black Pistons e as bielas originais foram retrabalhadas. O virabrequim original também recebeu um retrabalho. Para melhorar a lubrificação, foi adotada uma bomba de óleo da Mopar, divisão esportiva da Chrysler, empresa-mãe da Dodge. Os cabeçotes também foram modificados, para melhora do fluxo e da velocidade do ar admitido e expelido. Os comandos agora são Comp Cams 275 x 284. As válvulas são originais, mas agora contam com tuchos hidráulicos. A taxa de compressão saltou para 9,8:1.  O coletor de admissão original foi substituído por um modelo mais esportivo, da Edelbrock. Com mais admissão de ar, também foi necessário um upgrade na parte de alimentação. Por isso foi adotado um carburador Holley quadrijet de 650cfm de vazão, que trabalha em conjunto com uma bomba de gasolina da mesma marca. As faíscas do motor foram melhoradas com um módulo de ignição da Mallory. O câmbio é original, mecânico, e para aguentar o tranco, a embreagem agora é da Center Force. Freios e suspensão são originais do modelo.

Além do ganho de potência, o “Dojão” também ganhou um som inigualável e com algumas “embaralhadas”, cortesia do comando bravo. Daqueles que “só quem já acelerou um Dodge sabe como é”.

Quem fez:

Oficina Nostalgia Old-School.

Tel. (11) 2609-9934/ 9856-19102.

Ficha Técnica – Dart 1973

 

Parte externa

Pintura completa

Visual “liso”, sem frisos

Para-choques cromados

Rodas Magnum 15”

Pneus Kumho

 

Parte interna

Painel original

Volante de três raios com aro em madeira

Instrumentação original

 

Mecânica

Motor V8 318

Potência 290 cv

Pistões Keith Black Pistons

Bielas originais retrabalhadas

Virabrequim original retrabalhado

Bomba de óleo Mopar

Embreagem Center Force

Cabeçote original retrabalhado

Taxa de compressão 9,8:1

Tucho hidráulico Comp Cams

Comando Comp Cams 275 x 284

Carburador Holley 650 cfm

Bomba de gasolina Holley

Coletor de admissão Edelbrock

Performer RPM

Módulo de ignição Mallory

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