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Empresário de Salvador está há um ano e meio restaurando Dodge Dart 1977 comprado em Curitiba e agora aguarda ansioso pela sua chegada

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Dodge Dart 1977

Quem disse que amores à distância não dão certo não conhece a história de Adson Queiroz, empresário soteropolitano de 36 anos, que há mais de um ano e meio é dono de um Dodge Dart De Luxo 1977. A questão é que, até hoje, o proprietário deu algumas poucas voltas com o carro, isso porque o modelo foi adquirido em Curitiba. “Sempre gostei de carros antigos e já tinha dois Opalas, um Comodoro e outro SS. Costumo olhar anúncios na internet e um dia encontrei este Dodge em um site de vendas. Para minha surpresa, quem estava anunciando o carro era a Powertech, de Curitiba, do meu amigo Rubens Florentino.

Peguei o telefone e conversamos bastante sobre o carro, tirei todas as dúvidas e enviei uma proposta por e-mail. Horas depois ele me respondeu avisando que o dono do carro tinha aceitado. Já comecei a pensar no que iria fazer”, conta. Segundo Adson, o carro estava relativamente em bom estado. A pintura estava um pouco maltratada, alguns emblemas estavam quebrados, mas a condição geral estava muito boa. O primeiro contato “real” com o carro aconteceu um mês depois. “Eu só o tinha visto por fotos e, realmente, o Rubens não tinha mentido em nada, o carro tinha algumas coisas para fazer, mas estava muito bom. Só precisava mesmo de um dono”, comenta. Em vez de carregar o carro para casa e fazer a restauração em Salvador, o empresário decidiu que faria tudo em Curitiba e já o levaria pronto para casa, só para curtir, até porque a cidade paranaense é conhecida porter excelentes oficinas de restauração e preparação.

Clássico

O responsável por revitalizar o “Dojão”, como Adson o chama, foi o reconhecido restaurador Ricardo Moreira. Ao elaborar o projeto, ambos decidiram por um visual clássico, mantendo a cor original branco Valência. O carro foi inteiramente lixado e toda tinta e massa plástica que escondiam algumas imperfeições foram removidas. Portas e carroceria foram alinhadas e uma nova pintura foi feita, para que tudo ficasse perfeito. Emblemas e detalhes externos, como grade e frisos, foram refeitos pelo restaurador Paulo Kuelo. Para dar um ar esportivo ao muscle brasileiro, as rodas escolhidas foram as famosas Magnum 500, aro 15”, montadas em pneus BF Goodrich, nas medidas 215/60 na dianteira e 235/60 na traseira.

Por dentro, tudo agora também tem cheiro de novo. A antiga forração, já ressecada devido ao tempo, foi totalmente refeita em couro. O volante original foi trocado por um modelo Orion, da marca Lenker, com aro em madeira. O objetivo foi dar um toque de charme ao sedã. A instrumentação permanece original, mas foi totalmente revisada para funcionar perfeitamente.

310cv para passear

Apesar de dizer que não pensava em uma preparação muito forte para o Dodge, Adson acabou com um propulsor de respeito debaixo do grande capô do seu Dart. “A ideia é ter um carro para passear e curtir encontros, levando em consideração que estará sempre com o ar-condicionado ligado, por conta do calor de Salvador”, ressaltou. A pimenta no V8 de 318” foi colocada pelo preparador Alan Fabio, também de Curitiba, que, sem muito esforço, tirou 310cv de potência. Para alcançar este resultado, os cabeçotes foram retrabalhados para permitir melhor passagem do ar.

O comando é mais “bravo”, da Edelbrock. Balanceiros são da Crane e varetas da CompCams. A parte de alimentação conta com coletor de admissão da Edelbrock, que trabalha em conjunto com um carburador Holley, com 650cfm de vazão. As tampas de válvulas e o filtro de ar também são da marca americana Edelbrock e dão um visual agressivo ao propulsor. A parte elétrica recebeu um upgrade, com bobina e módulo de ignição da MSD e cabos de vela Mallory, tudo para otimizar o máximo possível a queima de combustível. O sistema de escape foi feito com componentes da Hedman, para melhorar o fluxo dos gases. O câmbio é mecânico, de quatro velocidades, que garante um excelente aproveitamento do torque disponível e com uma boa relação, tanto para uso urbano quanto em estradas. Suspensão e freios também são originais do

modelo, apenas receberam manutenção para funcionarem como novos. Apesar de utilizar tambor nas quatro rodas, o Dodge não tem problemas para parar a cavalaria. Agora totalmente pronto, só falta mesmo o carro chegar às mãos do seu proprietário. “Está marcado para vir na primeira quinzena de dezembro, mal posso esperar para passear com ele pelas ruas de Salvador. Nossa história está apenas começando”, diz o ansioso proprietário.

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