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Raro no Brasil, Ford 1929 Roadster com visual street e mecânica V8 mostra receita clássica de hot rod americano

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Ford 1929 Roadster

Dos primórdios da produção automotiva até o início da década de 1930, a Ford foi quase soberana. Ainda que os carros fossem ainda exclusividade de quem tivesse os bolsos fundos (e cheios), não se pode dizer que Henry Ford não tenha sido um dos responsáveis pela popularização do automóvel como meio de transporte. Depois do imenso sucesso do modelo “T”, a gigante americana preparou a sua nova geração, “A”, que chegou ao mercado em meados de 1927. Seguindo a linha do primeiro modelo, os Ford “A” podiam ser encontrados com até 20 tipos diferentes de carroceria, ao gosto do cliente, entre sedãs (duas e quarto portas), esportivos, picapes, cupês e conversíveis, todos compartilhando uma base em comum, mas com grande variação de preço, de acordo com o status que cada um conferia ao seu dono. Por isso, hoje em dia, algumas carrocerias são mais raras do que outras. Isso porque algumas venderam menos, foram produzidas em menor escala e, consequentemente, poucas podem ser encontradas hoje em dia. E as que resistiram não saem barato. O Modelo “A” desta reportagem, de 1929, é um verdadeiro clássico dos hot rods americanos.

Modelo Roadster, ou conversível esporte, teve um número reduzido de unidades produzidas e, menos ainda, importadas para o Brasil. Por isso, até no mercado de hot rods, quem tem uma dessas não vende. Só que este não é o pensamento do comerciante Mauro Garbim, de São Paulo, que adquiriu o carro já com o intuito de fazer negócios. “Sempre tive hot rods, Chevrolet 1938, Plymouth Bomber 1929, Ford 1948, entre outros. Este Ford, em particular, nós adquirimos para revenda”, conta ele, que não precisou ter nenhum trabalho para restaurar o carro.

Street

O visual ainda guarda traços do final da década de 20. Os para-lamas originais foram mantidos e trazem elegância para o conjunto. A agressividade fica por conta das rodas American Racing, de 15”, que envolvem o jogo de pneus da marca francesa Michelin, nas medidas 205/75. A cor preta é clássica dos hots desta época (quem nunca ouviu falar na frase de Henry Ford: “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto”?). Um detalhe curioso é que, ao contrário da maioria dos projetos deste tipo, o Roadster ainda preservou o banco traseiro retrátil, conhecido por essas bandas como “banco da sogra”, inclusive mantendo os apoios originais para os passageiros poderem subir, nos para-lamas traseiros.

A frente continua com a imponência dos modelos da época, inclusive com a grade cromada, com direito ao símbolo de época. Faróis também são de época e as lanternas traseiras foram importadas. Por dentro, a restauração foi feita com muito requinte.
A cor dos estofados e do revestimento interno cria um contraste bonito com a pintura da carroceria. Os bancos e forros são em couro. O volante Billet é revestido de couro, na mesma tonalidade do interior, montado sobre a coluna de direção Billet, cromada, mesma marca das pedaleiras. O painel, que segue a cor do exterior, recebeu uma moldura cromada para os instrumentos da americana Auto Meter, linha clássica para hot rods, com o fundo claro, entre eles: manômetro de óleo, voltímetro, velocímetro, nível de combustível e temperatura da água. A alavanca de câmbio também é cromada, da Lokar.

Esportivo de respeito

Montado sobre o chassi feito sob medida para o modelo está um propulsor Ford V8 de 302”, famoso por equipar o lendário Maverick GT. Com 200cv de potência original, o propulsor ainda recebeu um sistema de alimentação mais ignorante, com um carburador Holley de 600cfm de vazão. Combinado ao sistema de escape feito sob medida, a sobrealimentação propiciada pelo carburador de quatro câmaras rendeu alguns cavalos extras para o motor. O câmbio é um modelo C4, automático, de tocada muito suave, mas que impõe respeito quando o pedal da direita é exigido.

A suspensão independente nos quatro eixos dá conta de segurar o Roadster no trilho, mas não abuse demais, senão a “traseirada” será forte. Para frear, o Fordinho conta com eficientes discos na dianteira e tambores na traseira. Mesmo que o objetivo principal seja a venda, Mauro comentou que usa o Fordinho sempre que pode, inclusive para ir a eventos e exposições. No caso dele, você não faria igual?

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