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Após sete anos desolado, Lakester reaparece com fôlego para encarar as ruas; 380 cv para um “carrinho” (que parece) de brinquedo

Texto: Bruno Bocchini
Fotos: Ricardo Kruppa

Ford Lakester 1927

Parte dos entusiastas acredita que a relação com o automóvel esbarra nas imaginações infantis. Afinal, quem nunca pensou em se aventurar com carrinhos de rolimã? A diversão valia para meninos e meninas, mas a diferença é que, quando o tempo passa, os “marmanjos” também podem esbanjar sorrisos. Victor Dutra, 36 anos, empresário de Santo André (SP), mantém essa essência. Proprietário do Ford Lakester 1927, Dutra “namorou” o modelo que pertencia a um amigo até efetivar a compra e, tempos depois, pôde curtir os passeios com os cabelos ao vento.

“Este carro foi montado por um amigo, Wendel Azevedo. Ele colocou a bolha, montou o chassi e comprou um motor usado Oldsmobile 350. O início desse projeto foi há sete anos. Quase 90% das peças adquiridas para o Lakester foram compradas nos Estados Unidos”, comenta Victor.

Wendel é mecânico e preparador especializado em Chevrolet Opala. Conforme sobrava tempo na oficina, realizava as ações no Ford. O primeiro passo foi retificar o motor para deixá-lo com os cabeçotes retrabalhados e incluir um comando Crane Cams bem leve para a marcha lenta ficar mais bonita de se ouvir, como garante Victor. “É um carro de passeio e o Wendel fez tudo com muito capricho, atento aos detalhes. A marcha lenta ficou linda”, lembra.

Por falta de tempo, Wendel – então proprietário do Lakester – encostou o modelo na oficina. “O tempo foi passando e o carro passava de um lugar para o outro. Ele chegou a fazer uma gaiola de proteção dentro da carroceria, levou para fazer o escapamento, fundiu a armação do vidro e as tampas de válvulas, mas acabou deixando o carro parado. Por isso foram quase sete anos desde a primeira vez que vi o hot até ele ficar do jeito que está”, explica.

Durante esse período, Victor mantinha contato com Wendel e frequentava a oficina do amigo. O Lakester parecia “conversar” discretamente, segundo o entusiasta. “O hot ficava parado no cantinho da oficina e sempre me chamava atenção. Toda vez eu dizia que se o meu amigo fosse vender, queria ser o primeiro a saber. Sempre fui apaixonado por hots e Harleys, eles sempre andaram juntos e têm muitas histórias na minha vida”, define.

No segundo semestre de 2014, Wendel decidiu finalmente vender o Lakester e, após dois meses de negociação, Victor conseguiu levar o modelo para casa. “Quando cheguei à oficina e o Wendel me disse que iria vender meus olhos brilharam. A partir da compra fizemos uma lista de tudo que precisava ser feito e refeito no carro”, comemora.

Logo após fechar o negócio, a preocupação de Victor era para quem entregar a tarefa de finalizar o hot, uma vez que o amigo estava sem tempo para ajudar. “Pensei em várias oficinas, customizadores, amigos e conhecidos, foram mais de 15 dias pensando, pois sabemos que essa é uma decisão importante. Conheço o mundo da preparação de carros e sei que nem sempre é fácil fazer uma boa escolha. Depois de muito pensar fui conversar com meu amigo Valter Trevis da WW Trevis, por sua experiência na construção de carros únicos, competência, reputação e por já ter feito bons negócios com ele antes”, define.

A oficina WW Trevis, de Santo André, foi a responsável pela montagem geral e pintura do modelo. No início do projeto, Victor queria montar o carro, rodar com ele e depois desmontá-lo para refazer tudo nos mínimos detalhes. Mas Valter Trevis sugeriu realizar as atividades de uma vez. “Foram três meses em cima disso, o Valtinho desmontou o carro todo deixando somente o chassi na garagem de sua mecânica. Ele montou peça por peça, fez tudo do zero, quase cem dias de trabalho. Enquanto ele fazia a parte mais pesada, eu ia atrás de tudo. As peças que vieram no carro foram recromadas ou recompradas. Esse é o ponto ruim de comprar tudo e deixar o carro parado, se perde muita coisa, as peças oxidam e é preciso jogar fora”, opina.

Remontado por completo, o Lakester recebeu um bloco Chevy Olds 350 e câmbio Dodge de quatro marchas. A brincadeira rendeu 380 cavalos de potência para o “carrinho”. “O pessoal fez tudo como combinado e eu também contei com a ajuda do Alexandro, da Disturbed, especialista em chicotes de carro de corrida, para fazer a parte elétrica do Lakester”.

No interior, o modelo conta com volante artesanal, tapeçaria na cor marrom e alavanca de câmbio com detalhe para o desenho pinstripe americano. A estética do Lakester foi encorpada com as rodas Weld Pro Star aro 15” calçadas por pneus Mickey Tompson na traseira e Goodyear na dianteira, com talas 12” atrás e 7,5” na frente.

“O carro é todo estruturado, ótimo nas ruas e na estrada, porém é bem baixo para nosso asfalto, mas não deixa a desejar, se acelerar com vontade ele responde na hora, é um carro forte, bonito e chama muita atenção. Você sai para dar uma volta e, quando vê, estão te marcando em fotos que tiraram do carro e postaram nas redes sociais. Sair com ele na rua é uma satisfação gigante, posso dizer que é um sonho realizado”, conclui.

Seja para atender a um sonho de criança ou aguçar os olhares de curiosos, Lakester is better. It ‘s not toy.

FICHA TÉCNICA

Ford Lakester 1927

Mecânica

Bloco Chevy Olds 350, câmbio Dodge quatro marchas e 380 cv;

Interior

Volante artesanal, alavanca de câmbio com pinstripe e tapeçaria em marrom

Exterior

Rodas Weld Pro Star aro 15 e pneus Mickey Tompson na traseira e Goodyear na dianteira, com talas 12 polegadas atrás e 7,5 na frente

Quem fez?

Montagem geral e pintura – WW Trevis – (11) 4990-9797

Tapeçaria – Arnaldo – (11) 4425-6762

Elétrica – Alexandro (Disturbed) – (11) 9.7681-5576

Mecânica – Amilcar Junqueira

VEJA TAMBÉM: Lakester: Beato Salu.

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