Ford Mustang Mach I 1971: Sangue nos olhos!

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Ford Mustang Mach I 1971
Ford Mustang Mach I 1971
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Entusiasta mantém ponycar que esbanja 315 cv, mas sabe que pode extrair mais da mecânica; bloco 361 FE é quem comanda (será que o 302-2V V8 de 1975 seria o ideal?)

Texto: Bruno Bocchini
Fotos: Ricardo Kruppa

Ford Mustang Mach I 1971

Em 1969, como sucessor do ‘68 GT, o Mustang Mach I foi a resposta para todos que esperavam um carro com performance, agressividade e motor forte. Um automóvel para o dia a dia de um homem de negócios enquanto os modelos Boss e Shelby estavam reservados para finalidades mais picantes. Carlos Eduardo Scardazan Heeren, 33 anos, é professor de educação física em Curitiba (PR), mas a extensão da saúde e dos músculos que trabalha vai além – chega ao ícone da Ford que exibe força e vigor como quem pratica academia.

Ford Mustang Mach I 1971
Ford Mustang Mach I 1971

“Desde pequeno cresci no segmento de carros antigos e, com o decorrer dos anos, a paixão foi só aumentando. Na década de 90 não existia tanta procura por modelos antigos (o que fazia deles carros até certo ponto baratos), e diante disso meu pai teve inúmeros modelos como o Ford Custon 1951 que ainda pertence à família e outros como Mustang Mach I (um 1971 e dois 1973, além de um hard top 1968). Diante disso minha paixão pelo Mustang sempre aumentou. Certo momento, em 2014, surgiu a possibilidade de comprar esse Mach I 1971 que pertencia a um vizinho, e enfim consegui fechar o negócio”, conta.

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A musculatura do Mach I impressiona qualquer entusiasta. O modelo carrega um bloco 361 FE com aproximadamente 315 cv. “Para concluir o trabalho mecânico fui buscar algumas peças nos Estados Unidos como o quadrijet Holey 4160 – 600 cfm, o comando Comp Cams, lifters, além dos pistões Hypereutectic, admissão Edelbrock, entre outras”, pontua Carlos.

Ford Mustang Mach I 1971
Ford Mustang Mach I 1971

O processo de reestruturação de mecânica, acerto final e funilaria levou um ano e seis meses. A pintura do carro foi feita pelo antigo dono, porém Carlos pretende refazê-la, assim como o interior. “A inexperiência dificultou algumas coisas, como a busca por serviços de qualidade ou upgrades que poderiam ter sido feitos para extrair mais performance do carro. Por outro lado, ainda devo refazer a pintura e detalhes do interior que não me agradam”, sugere.

O ano de 1971 foi decisivo para essa mecânica que Carlos mantém sob o capô do Mustang. Esse foi o ano que a Ford estrelou a série de motores 385 nos Mustang. O 385 entrou no lugar da já cansada série FE. A semelhança com o bloco 351 Cleveland era mais do que passageira, assim como os Chevy big block.

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Se, na época, um proprietário do modelo 1972 ou 1973 não estava satisfeito com o carro, ele só teria que olhar para o modelo 1974 para saber que a coisa estava ficando ainda pior. A Ford tirou o motor V8 de seu ponycar pela primeira vez. No lugar, colocou um 2.8L V6 que de fato marcou dias difíceis. Em 1975 a montadora resgatou o bom e velho 302-2V V8 como opcional até os Mach’s desaparecerem, em 1978.

“O carro chama muita atenção por onde passa e agrada aos apaixonados e apreciadores. Quando comprei sabia que teria dificuldades e desafios, mas é um processo. Você vai criando, alterando. Por isso vou ainda mexer nesse carro. Agora, recentemente, ele voltou da funilaria para mais acerto de detalhes. Aos poucos vou atuando em modificações. De fato o que tenho em mente é que ainda dá para extrair mais desempenho desse motor também”, define.

Diante da estética, o destaque vai para as rodas aro 18×20” compradas na Rally Som, de Curitiba. O aerofólio preto também contrasta com o tom vermelho da carroceria e garante sutileza ao estilo esportivo do ponycar. “Não sou especialista da área automotiva, e sim professor de educação física, mas tenho uma paixão por carros antigos e adoro desfrutar do prazer e do ronco do V8 deles. É isso que importa afinal, não é?”.

Ford Mustang Mach I 1971
Ford Mustang Mach I 1971

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FICHA TÉCNICA

Ford Mustang Mach I 1971

Mecânica

Bloco 361 FE, 315 cv, quadrijet Holey 4160 – 600 cfm, comando Comp Cams, lifters, pistões Hypereutectic, freios com upgrade feito na Art Freios, de Curitiba, e admissão Edelbrock;

Interior

Bancos, cintos, volante e instrumentos originais;

Exterior

Carroceria com pintura em vermelho, detalhes em preto (como aerofólio) e faixas, além de frisos cromados. Há também rodas aro 18×20.

Quem fez?

Responsável pelo projeto de retrabalho – Aphonso Perin Bardal.

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