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Ford Tudor 1931 de fibra customizado com temática militar marca volta de apaixonado à cultura Hot

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Ford Tudor 1931

Muitas vezes, nossas atribulações cotidianas impedem que nos dediquemos o quanto gostaríamos às nossas verdadeiras paixões. O administrador Gilson Valente sabe bem como é isso. Louco por Ford desde criança, e com muitos projetos realizados, por algum tempo ele precisou dar um tempo e “acertar as coisas” até voltar para sua paixão. “Meu interesse pela marca teve início aos oito anos, quando um amigo do meu pai deixou um Ford 1929 Phaeton amarelo, com os para-lamas pretos e mecânica de Opala 4 cilindros, na garagem de minha casa por uma semana.

Eu fiquei apaixonado pelo carro, brincava escondido nele, fazendo de conta que o estava dirigindo, e insisti com meu pai para comprá-lo. Chorei, esperneei, mas ele não quis e eu fiquei com aquilo na cabeça. Quando completei 16 anos, em 1984, meu pai me deu de presente o Maverick 1973 que ele tinha desde zero quilômetro. A partir daí tive muitos Mavericks e Fords antigos, mas quando conheci minha futura esposa, tive de dar um tempo nos carros antigos e me preparar para o casório, então fiquei alguns anos andando com carros ‘civis’”, conta Gilson, que depois de casado e com a vida mais estabilizada, decidiu retomar a antiga paixão.

“Tive a oportunidade de conhecer esse carro de fibra da Lakester e não tive dúvidas, aproveitei as férias de janeiro de 2012 e entrei em contato com o Aurélio Backo, construtor curitibano. Quando ele me apresentou o modelo, fiquei impressionado com a qualidade e com o acabamento do material, então fechei o negócio na hora. Uma semana depois ele me entregou o kit completo e a minha esposa gostou demais do modelo.

Ela tem me dado o maior apoio desde que comecei a mexer com os carros antigos novamente e sempre me acompanha em tudo. Ela faz questão de limpar o Fordinho, nunca me deixa sair com ele sujo. Ela realmente gosta e, com certeza, assim que terminar este vou fazer um para ela, também 1931, mas com a carroceria de 5 janelas”, conta Gilson, aproximando seus dois amores.

Ford Tudor 1931
Ford Tudor 1931

Rebaixado

Por se tratar de um kit de fibra, não foram necessários grandes retrabalhos na carroceria. Apenas o teto foi rebaixado em 4”, para ficar ao gosto do proprietário. “O original é muito alto e fica um pouco desproporcional ao conjunto, então o rebaixamento é o que melhor combina com este modelo de carro”, avalia o administrador. A cor foi uma das decisões mais difíceis do projeto, conforme conta Gilson. “Eu tinha solicitado ao Aurélio para fazer a fibra com a cor vermelho “óxido”, mas depois de montado não ficou bacana. Então, como gosto de coisas relacionadas à 2ª Guerra Mundial, optei por fazer uma pintura verde militar fosca, que ficou muito boa e combinou com o modelo”, explica. O gosto pessoal pelo estilo militar também tem raiz na infância. “Quando pequeno eu montava aviões da 2ª Guerra Mundial em miniatura e automóveis antigos americanos das décadas de 20 a 70, isso sempre foi meu hobby, até hoje, além dos carros antigos reais”, conta.

Além da pintura fosca, chama também atenção a estrela branca nas portas, que dá o toque final no estilo. Acessórios externos, como faróis, lanternas e grade, foram comprados novos, alguns no Brasil, outros no exterior. Tirando a parte de custos de importação, Gilson disse não ter tido grandes problemas para conseguir as peças. As rodas são originais do Galaxie, de 15”. A furação teve de ser alterada para servir nos eixos do Opala, utilizados no Fordinho. Os pneus são da Pirelli, modelos Tornado Alfa, nas medidas 5.60 na dianteira e 7.10 na traseira.

O Novo e o Clássico

Por dentro, Gilson seguiu a cartilha dos bons projetos de hot, incorporando o que há de melhor na cultura. O velocímetro central é de um Corcel 1970, enquanto os outros instrumentos são modernos. Segundo o proprietário, hoje eles estão diferentes do que aparece nas fotos, pois ele adquiriu um conjunto de instrumentos da Auto Meter, que já está instalado. O painel é do Ford 32 e recebeu acabamentos em pinstriping. Os bancos são Probel, muito utilizados em muscles da década de 70, como Mavericks e Dodges. Eles já estavam guardados com o proprietário havia muitos anos e caíram como uma luva na carroceria estreita do Tudor, principalmente com a forração de curvin. O volante da Walrod, modelo de época, é original do Maverick GT.

Ford Tudor 1931
Ford Tudor 1931

Originalmente Hot

Dentro do cofre do Fordinho gira um motor Ford de oito cilindros em “V”, de 302”, original do Maverick e herdado de um projeto do administrador que estava na garagem. Praticamente um clássico dos projetos de hot, este propulsor de 5.0L de cilindrada gera originalmente 200cv de potência, um verdadeiro absurdo em relação à leveza da carroceria em fibra. Mas, mesmo assim, Gilson diz querer mais.

“Até agora nenhuma modificação foi feita, o motor é original, sem alterações para performance, pois quando o instalei no carro anterior estava novo, recém retificado e totalmente original. Somente o filtro de ar foi trocado por um Edelbrock modelo “olho de mosca” devido ao espaço no cofre ser pequeno. Mas, assim que terminar a parte de acabamento e tapeçaria, o motor será totalmente refeito com muitos detalhes de performance”, projeta o proprietário. O câmbio é manual, de quatro marchas, da Ford F1000, que Gilson classifica como “excelente, macio, preciso e muito forte”.

Os freios são originais do Opala, com discos ventilados na frente e tambor na traseira. Tudo foi comprado novo e original, deixando as frenagens mais eficientes e seguras. O sistema de suspensão foi pensado de uma forma diferente, para garantir o máximo de estabilidade, conforme explica o proprietário: “A suspensão dianteira é do Opala, mas foi modificado o suporte do tensor das bandejas inferiores, que originalmente são virados para a frente, e neste caso foram invertidos para melhorar a estética e a fixação. A suspensão traseira é de feixe de molas transversal semelhante ao original, mas desenvolvido para hots com Four Link”, explicou.

Segundo Gilson, o carro atualmente está excelente, mas sempre há alguma coisa a fazer, tanto na estética quanto na mecânica. “Ele é ótimo de dirigir, muito confiável e estável, e eu o utilizo no dia-a-dia, vou para o trabalho com ele todos os dias, apenas quando está chovendo muito eu evito sair com ele. É claro que ainda tem muita coisa pra fazer, afinal, quando é que podemos dizer que um hot rod está realmente pronto?”, questiona ele.

VEJA TAMBÉM: Ford 1929 Rat Rod: V8 invocação do mal.

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