Ford Tudor: Dedicação com “D” maiúsculo!

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Ford Tudor Sedan
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Entusiasta vende carro novo para montar projeto de Tudor Sedan com mecânica confiável e itens de conforto para rodar no dia a dia; original (mas nem tanto) – a pintura é prova disso

Texto: Bruno Bocchini
Fotos: Ricardo Kruppa

Ford Tudor Sedan

Quem nunca pensou em vender um automóvel novo, de uso diário, para conquistar o primeiro veículo antigo? Pode parecer maluquice para alguns, mas todo bom entusiasta sabe que a alegria de manter um clássico na garagem e rodar pelas ruas revivendo memória é sinônimo de prazer. Marcos Cardoso Oliveira Drago, 37 anos, é gestor de processos industriais de pintura em uma empresa automobilística nacional. Ele reside em São José dos Pinhais (PR) e teve exatamente essa ideia: trocou o novo pelo velho. “Decidi vender meu carro novo para usar um veículo antigo no dia a dia, porém queria um modelo com mecânica robusta, de fibra, para não ter problemas com corrosão, e que tivesse peças de reposição”, comenta.

Ford Tudor Sedan
Ford Tudor Sedan

O Ford Tudor Sedan que ilustra esta reportagem tornou-se, após a iniciativa de Marcos, o modelo referência para ampliar seu gosto: o proprietário ainda mantém um Toyota Bandeirante 1998, uma moto Honda 750 Four 1974 e um trailer Turiscar 1975. “Em uma visita ao encontro de Águas de Lindoia (SP), em 2009, vi no estande da revista Hot Rods dois modelos Ford 1931, sendo um sedan e outro picape. E com mais de uma hora de conversa com o Ricardo Kruppa, editor da revista, peguei todos os caminhos para construir um hot. Esse modelo devo às instruções e dicas que ele me deu”, garante.

A construção do Tudor na carroceria sedan começou em 2010, com objetivo de utilizá-lo diariamente. Portanto Marcos afirma não ter alterado o projeto durante a sua construção. “Utilizei motor de GM Opala 4 cc carburado, câmbio automático também do Opala com 4 velocidades, suspensão dianteira de Opala e diferencial Dana 44 do Maverick. Como esse automóvel é de cotidiano, coloquei como indispensável os itens de conforto: ar quente, ar-condicionado, direção hidráulica e câmbio automático”, descreve.

O Ford teve muitas adaptações durante a fase de projeto e, segundo Marcos, os obstáculos foram surgindo a ponto de não existir um prazo para término. Por outro lado, conceber a mecânica foi a maior dificuldade encontrada. “O mais difícil foi fazer o motor. O primeiro mecânico, além de não fazer o serviço, sumiu com várias peças. Isso acabou dificultando a montagem”, lembra.

Se reforçar o conjunto mecânico foi o passo mais complicado de todo projeto, a estética se tornou a “cereja do bolo” para Marcos. Ao contrário de diversos modelos Tudor, este exibe um estilo bem característico, a começar pela cor da carroceria. “Todas as pessoas, sem exceção, me falaram para pintar o carro de preto fosco. Mas eu queria uma cor mais alegre, portanto optei pelo azul do Corcel. Ficou diferente e muito bonito. Eu percebo que o Fordinho agrada desde as crianças até as pessoas de mais idade”, comemora.

Ford Tudor Sedan
Ford Tudor Sedan

Embora o veículo atraia diversos olhares, Marcos ainda pensa em fazer mudanças pontuais na estética. “Penso em acrescentar um jogo de Spyder Caps e sobrearo nas rodas. Acho que ainda mudaria isso, esse carro merece”, opina.

“Sempre recebo comentários de que o carro é muito legal, charmoso e único, pois todos que me conhecem sabem por onde estou andando. Sou aficionado por carros antigos e hoje, aos 37 anos de idade, não penso mais em trocar de carro e sim fazer história rodando no dia a dia com os que tenho. É o meu prazer”, conclui o entusiasta.

Para quem teve um Ford Galaxie 1973 como primeiro carro aos 15 anos de idade, Marcos sabe que dedicação e paixão aceleram juntas. E o Tudor também é prova desse enredo.

VEJA TAMBÉM: Ford Tudor 1929: Novos desafios.

FICHA TÉCNICA

Ford Tudor

Mecânica

Bloco GM Opala 4 cilindros, ignição eletrônica, alimentado por carburador DFV 228, radiador de alumínio, câmbio automático 4 velocidades, diferencial Dana 44 do Ford Maverick, suspensão dianteira de GM Opala, freios a disco de GM Opala;

Interior

Destaque para o volante de empilhadeira;

Exterior/estética

Pintura fosca azul Corcel (gel coat do processo de fabricação da carroceria de fibra), rodas de Rural 15” utilizando pneus dianteiros de Fusca 5.60 e traseiros 7.10 da C10 (ambos diagonais)

Quem fez?

Chassi: Leandro Bochesko – Curitiba (PR); Carroceria: Aurélio Backo – Lakester – Curitiba (PR); Mecânica/elétrica/adaptações/acabamentos: Everton Eugênio Bozza – Oficina Rat Rod – São José dos Pinhais – (PR) e Tapeçaria: Joaquim – JD Estofamentos – São José dos Pinhais – (PR).

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