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É hora de pegar uma carona e voltar ao passado com o arrojado DeLorean DMC-12, da trilogia “De Volta Para o Futuro”

Texto: Thiago Muzika
Fotos: Divulgação

DeLorean DMC-12

O DeLorean DMC-12 era a “máquina do tempo” na trilogia “De Volta para o Futuro” (Back to the Future), filmes que fizeram enorme sucesso. E esta, sem dúvida, foi sua maior propaganda. O carro ficou conhecido nos quatro cantos do mundo, e por pessoas de todas as idades que gostam de ficção científica.

O DMC-12 fez a plateia vibrar no primeiro filme e nas duas continuações, todos estrelados por Michael J. Fox e Christopher Lloyd. O carro tinha acessórios pouco ortodoxos, que faziam dele um laboratório ambulante. Incontáveis fios e canos na parte externa e, na traseira, algo como dois propulsores a jato davam o toque futurista, com o interior adaptado com acessórios fictícios, como o capacitor de fluxo que permitia que eles viajassem no tempo.

A História

Quase 35 anos depois de ser criado, o arrojado DeLorean DMC-12 ainda é famoso por conta do filme, no qual o Dr. Emmett Brown (Lloyd) e Marty Mc Fly (Fox) viajavam no tempo em uma “máquina estranha”, parecida com um automóvel, mas que nada mais era do que este carro lendário, uma peça importante na história dos fabricantes independentes de automóveis.

A história deste modelo começa quando um executivo da General Motors, John Zachary DeLorean, desafiou a indústria automotiva quando decidiu fabricar seus próprios carros esportivos, os quais ele garantia que seriam “éticos”. O local escolhido para esta aventura do mundo real, devido a condições financeiras, foi a cidade de Dunmurry, na Irlanda do Norte.

Foi criado então o DMC-12, um carro feito de aço inoxidável, polido e sem pintura. Mas este tipo de aço é cinco vezes mais caro do que o aço leve normal. O criador do conceito era ninguém menos do que o mítico Giorgetto Giugiaro. O desenho era fenomenal e as portas, no estilo “asa de gaivota”, faziam o carro parecer realmente de outro tempo, ou de outro planeta. Talvez, por esta razão, Robert Zemeckis o tenha o colocado nos filmes De Volta para o Futuro.

A mecânica estava a cargo de um motor central de origem franco-sueca, um PRV (Peugeot, Renault, Volvo) de seis cilindros em V de quase três litros e injeção de combustível Bosch K-Jetronic, novidade na época, mas convencional. O DMC-12 não era um foguete, seu desempenho era mediano, e o carro era até muito caro para o que era oferecido.

Encabeçando um império de negócios financiado por US$ 500 milhões de outras pessoas, a empresa começou contratando os melhores engenheiros e designers, e a construir sua fábrica em Dunmurry, perto de Belfast, na Irlanda do Norte (a fábrica seria em Porto Rico, mas a Grã-Bretanha ofereceu mais dinheiro). DeLorean contou com a ajuda de Colin Chapman, da Lotus, no desenvolvimento do carro, e de Giorgetto Giugiaro (o mesmo que criara os modelos BMW Nazca, Lotus Esprit, VW Golf, Fiat Uno e o novo Fiat Palio), da Italdesign Giugiaro, no design do carro. DeLorean planejou estrear o carro em 1978, mas sua estreia se deu em 1981.

As polêmicas

Mas ninguém sabia o que teria dentro dos arrojados DeLoreans. A ironia deste automóvel, cujo criador chamou de “ético”, é que, para sua construção, foram usados alguns meios pouco “éticos”. Livre da GM, DeLorean foi tentar realizar seu sonho de tornar o DeLorean DMC-12 uma realidade. Há muitas contradições sobre a falência da DeLorean Motor Company Ltd. (na verdade ela entrou em concordata). John Z. DeLorean aplicou suas economias numa pesada importação de cocaína no valor de US$ 25 milhões na última tentativa de salvar seu sonho. Como não podia deixar de ser, deu tudo errado. DeLorean foi preso na cela 2 B4 da Casa de Vidro, uma prisão de Los Angeles, e solto dez dias depois por falta de provas. Na véspera do Natal de 1982, o DeLorean DMC-12 saiu de linha para entrar na história do automóvel, se tornando um mito – e entrando também para a glória de Hollywood na trilogia De Volta Para o Futuro.

Na curta vida da marca – 1981 e 1982 – foram produzidas 6.500 unidades. John Zachary DeLorean é considerado um dos maiores aventureiros da indústria automobilística mundial, assim como Preston Tucker. Foi casado com Cristina Ferrare, teve dois filhos, Zachary e Kathryn, e morava em New Jersey. Uma curiosidade: seu carro era um Acura NSX (ou Honda NSX) amarelo. Morreu na noite de 19 de março de 2005, em razão de complicações decorrentes de um recente ataque cardíaco. Sua morte foi um choque aos donos e fãs de sua mais famosa criação, o seu sonho, o DMC-12.

Em 1997, um inglês chamado Steve Wynne comprou os direitos da DeLorean Motor Company e um armazém da empresa em Houston, Texas, e vende DMC-12 restaurados. Em 2008, foi reiniciada a produção do modelo. Atualmente o carro vem com o motor PRV V6, com 197 cv de potência (opcional), faróis de xenônio e CD player com sistema de navegação como opcionais e custa aproximadamente 35.000 dólares (com motor de 145cv, ar- condicionado, coluna telescópica ajustável em distância e altura, trio elétrico, rodas de liga leve, 6 meses de garantia, tudo de série) o modelo básico e até 48.895 dólares o modelo completo. Já foram produzidos quase 1.500 unidades que somam com as unidades da época quase 8.000 unidades pelo mundo.

O Sucesso

Por sorte, um diretor de cinema apareceu para ajudar a imortalizar o DeLorean – Robert Zemeckis que, em 1985, decidiu que aquele esportivo descontinuado havia dois anos seria o carro perfeito para se tornar a máquina do tempo mais famosa do mundo. Por causa dos três filmes, muito mais gente conhece o DeLorean como a invenção de Doc Brown que altera o espaço-tempo sempre que chega aos 88 mph (140 km/h), e não como um esportivo fracassado que destruiu o sonho de um homem.

O culto é tão grande que, como já mencionamos, a DeLorean ainda existe, mantendo, restaurando e vendendo DMC-12 usados usando ferramental, componentes e diagramas originais. Em 2011 eles também lançaram uma versão elétrica do DeLorean para ser produzida sob encomenda.

Ficha técnica básica

DeLorean DMC-12

Motor:

longitudinal traseiro; 6 cilindros em V; 2 válvulas por cilindro. Cilindrada: 2.850 cm3. Taxa de compressão: 8,8:1. Injeção de combustível Bosch K-Jetronic. Potência máxima: 141 cv.

Câmbio: manual, 5 marchas, ou automático, 3 marchas; tração traseira.

Rodas: dianteiras, 14×6”; traseiras, 15×8”.

Dimensões: comprimento, 4,267 m; altura, 1,140 m; peso, 1.233 kg; porta-malas, 400 l.

Desempenho: velocidade máxima, cerca de 200 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h, 9,5 s.

VEJA TAMBÉM: Especial Mad Max: Hot soldiers.

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