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Conheça o plastimodelismo e as possibilidades de customização que ele oferece: um universo inteiro de hots em miniatura

Texto Vitor Giglio
Fotos: Maurício Kaminski

Já pensou na possibilidade de ter no escritório, ou na estante da sala em casa, uma infinidade de hot rods que não caberiam nem mesmo na garagem? Pois é esta a vantagem que a prática denominada plastimodelismo oferece. O Plastimodelismo é uma arte que surgiu durante a Segunda Guerra Mundial: os militares envolvidos no conflito necessitavam de miniaturas – de certa qualidade –  para a confecção de maquetes para os ensaios e táticas de guerra.

O desenvolvimento de materiais plásticos propiciou a criação de miniaturas com maior fidelidade. Com o final da guerra, os fabricantes de produtos utilizados para fins militares iniciaram a produção de vários modelos. Os primeiros kits plásticos foram desenvolvidos ao público infantil, sendo muito parecidos com brinquedos.

Logo, os adultos começaram a transformá-los em algo mais sério e interessante, modelos estáticos e com melhor acabamento. Os grandes fabricantes de kits surgiram inicialmente nos Estados Unidos após o final da guerra, mas somente no início dos anos 50 começou a produção de kits com injeção mais apurada.

O Plastimodelismo também se desenvolveu em grande proporção na Europa e Japão. No Brasil, no final dos anos 50, Arno Kikoler conseguiu apoio da lendária marca Revell para produzir esses kits sob licença no Brasil. Em 1961 começaram a chegar às lojas os primeiros kits da Revell brasileira. A Kikoler também fabricou alguns kits da marca Airfix, Matchbox e Heller, com a marca Kiko. A empresa fechou há cerca de 20 anos.

Entusiasta

O técnico em informática curitibano Maurício Augusto Guimarães Kaminski, 35 anos, é um dos principais aficionados pela prática na atualidade. Por influência do pai, outro entusiasta e contemporâneo do início do plastimodelismo por aqui, Maurício, desde a infância, tem as miniaturas em plástico como hobby predileto. “Atualmente não encontramos esses kits fabricados dentro do país. O que fazemos é importar de países como os Estados Unidos, Japão, ou da Europa, tanto os modelos quanto os acessórios, e então manualmente montamos e customizamos as peças aqui”, explica.

Maurício conta que a infinidade de modelos e seus acessórios é impressionante. “Geralmente o kit inclui um modelo e suas configurações mais básicas, mas é possível adquirir à parte inúmeros acessórios e customizar os modelos de acordo com o seu gosto, sua preferência. É possível fazer tudo o que é possível fazer com um automóvel de verdade”, garante. Ele conta, por uma questão pessoal, os modelos que predominam em sua coleção são os modelos Ford das décadas de 20, 30 e 40. “Os modelos são encontrados em diversos tipos de escalas, desde 1/12 até 1/43, sendo que as mais comuns, especialmente para hot rods, são as escalas 1/24 e 1/25”, complementa Maurício. O entusiasta conta que o processo de montagem e customização de um modelo pode levar até dois meses com uma dedicação diária de quatro horas.

“Fazemos exatamente como num carro de verdade. O modelo é lixado, aperfeiçoamos os acabamentos e pintamos exatamente como um veículo de verdade, com primer, mascaramento, tinta automotiva, verniz e polimento. Depois fazemos a parte interna, com materiais especiais para utilizar como carpete e revestimento, além disso, tem toda a parte mecânica, sendo que alguns acessórios possuem detalhamento até no motor, com acessórios como diferencial, cardã e outros itens”, resume.

Apesar de não comercializar oficialmente os pequenos modelos – exceção feita a alguns amigos próximos – Maurício explica que contando o material e a mão-deobra, o preço médio para uma eventual comercialização das miniaturas gira em torno dos 300 reais. Cabe a você, que gostou da ideia, conversar com Maurício e tentar fazê-lo mudar de ideia. Ou ainda se arriscar nessa divertida brincadeira de adulto.

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