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Ano após ano, a chegada de um novo Cadillac era sempre o lançamento de um belo automóvel

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Internet

Cadillac 1965

Cadillac Fleetwood 1965: elegância e luxo sobre rodas!

Desde a sua fundação, em 1902, o compromisso da Cadillac foi  produzir automóveis de luxo e com alta qualidade mecânica. Em 1909, a Cadillac passou a fazer parte da General Motors, ocupando o segmento  “premium” da corporação. Em 1928 foi criado, dentro da GM, um departamento voltado apenas para o desenvolvimento de  estilo dos carros – e a Cadillac, além do luxo e da  excelência mecânica, passou a ser  referência também em estilo. Nesse contexto, o lançamento de um novo Cadillac sempre era o lançamento de um belo carro.

O novo Cadillac 1965 foi lançado em agosto de 1964. O novo carro era completamente reestilizado em relação ao modelo de 1964. Seu desenho chamava a atenção por duas novidades: os quatro faróis dianteiros na vertical e a extinção dos “rabos de peixe”.

Quatro faróis na vertical

Quatro faróis apareceram pela primeira vez num Cadillac no modelo “top” Eldorado Brougham 1957. Até então, quatro faróis eram ilegais no mercado norte-americano, ou melhor, só havia regulamentação para a utilização de um par de faróis. Com a linha de 1958, a Cadillac adotaria a novidade em todos os modelos. Os faróis eram instalados na horizontal, disposição que só mudaria no lançamento do modelo 1965. Nesse ano os quatro faróis estavam lá, mas, pela primeira vez, montados na vertical. Essa configuração não era uma tendência criada pela GM. A Hudson já a utilizava no seu modelo Ambassador de 1957.

Sem rabos de peixe

Uma marca registrada dos Cadillac eram os “rabos de peixe”. Apareceram pela primeira vez no modelo de 1948. Nesses, as lanternas traseiras eram montadas altas, nas pontas superiores dos para-lamas. Os desenhos das lanternas e dos para-lamas lembravam a cauda de um peixe. O detalhe fez tanto sucesso que se tornou um elemento de identidade da marca. E foi copiado, em maior ou menor grau, por diversas montadoras, até mesmo da Europa.

Mas a Cadillac era líder em estilo e não podia viver só das glórias do passado. No modelo 1964, o topo do para-lama traseiro era completamente reto, sem vestígios dos rabos de peixe. E, para combinar com os faróis dianteiros, as lanternas traseiras tinham um motivo vertical. Eram instaladas nos extremos externos da carroceria e ocupavam toda a  altura da traseira do carro.

Novo chassi contornava o habitáculo e deixava o motor V8 mais avançado

Além do novo estilo, um novo chassi 136 quilos mais leve foi desenvolvido. Os perfis  longitudinais do chassi foram reposicionados para as laterais da carroceria. Nesse chassi, o motor foi instalado 15 cm à frente, liberando mais espaço para o motorista e passageiros. O motor continuava o mesmo do ano anterior, um enorme e excelente V8 de 429 polegadas cúbicas (7 litros) que desenvolvia 340 HP.

A linha Cadillac de 1965 era dividida em três séries: Calais, DeVille e Fleetwood. Para sair da concessionária a bordo de um Calais, eram necessários pelo menos 5.059 dólares. Com esse valor, você ganharia as ruas a bordo de um modelo de duas portas sem colunas (conhecido por “hardtop”). Já para desfilar dentro de uma Fleetwood Limousine de nove passageiros, o valor quase dobrava: 9.960 dólares. Para comparação, o valor de um Chevrolet Impala era 2.678 dólares.

A bordo de um Cadillac

Na edição de agosto de 1965, a revista Motor Trend dirigiu, por 1.420 quilômetros, um Cadillac 1965. O modelo escolhido era um esplêndido DeVille conversível. Excelente nos itens conforto e silêncio, o carro era equipado com direção hidráulica, caixa automática, volante com posição regulável e ar condicionado. O carro testado ainda era equipado com um sistema que mantinha a traseira do carro sempre nivelada, mesmo se o enorme porta-malas estivesse carregado. O conversível atingia uma  ótima velocidade máxima de 180 km/h, mesmo pesando 2.180 quilos. Acelerava de 0 a 96 km/h em 9,5 segundos e percorria o quarto de milha em apenas 17,2 segundos. Mesmo com seu enorme motor V8 de sete litros, as marcas de consumo eram muito boas: 6 km/ l na estrada e 5,1 km/l  no tráfego urbano.

Ao comprar um Cadillac 1965, o feliz proprietário não adquiria apenas um carro de qualidade primorosa. Um Cadillac era mais que isso. Saía da linha de montagem equipada com um item que não era fixado por parafusos: prestígio! Prestígio que trazia ao seu proprietário um “status” e uma sensação de sucesso que nenhuma outra marca oferecia.

A Cadillac manteria o mesmo desenho básico de 1965 até a linha de 1967.

Cadillac Calais Coupe: todos os Cadillac 1965 eram equipados com um motor V8 de 7 litros e 340 HP

VEJA TAMBÉM: Original: O Fabuloso Hudson 1948-1954.

 

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