Original – Chevrolet El Camino 1959-60: transportando com estilo!

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Conheça a picape lançada pela Chevrolet em 1959, em resposta à Ford Ranchero, feita com base no automóvel de passeio

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

El Camino

El Camino 1959 ao lado da picape Chevrolet tradicional com cabine igual ao do caminhão

​Na linha de 1959 da Chevrolet, havia uma novidade, a El Camino, uma picape com o mesmo desenho do automóvel. O modelo era uma resposta à picape Ranchero, lançada pela Ford em 1957, e que também era baseada em um automóvel.

A fonte para o nome das duas picapes era a mesma: a língua  espanhola. O nome da Chevrolet significava “o caminho” e o da Ford “trabalhador de fazendas de gado”. Essas escolhas poderiam ser consideradas uma homenagem à comunidade de origem mexicana em solo norte-americano. Esses eram uma força de trabalho indispensável à economia do país.

​Apesar de a Chevrolet lançar seu modelo dois anos após a Ford, a inspiração da Ford teria sido a própria Chevrolet. Em 1955, a Chevrolet lançou a Cameo, uma versão da sua picape convencional, mas com várias novidades. A mais notável diferença com a picape “normal” era a caçamba com as laterais na largura da cabine. O usual eram as caçambas estreitas com os para-lamas avulsos. Além disso, a Cameo tinha interiores coloridos, frisos externos decorativos e pintura em mais de uma cor. Esse lançamento mostrou para as montadoras que havia compradores para picapes mais luxuosas e com as amenidades até então encontradas somente nos automóveis.

​Em 1936, a Chevrolet já oferecia uma picape baseada no automóvel. Era chamada “Coupe Pickup”. Nesse modelo a montadora instalava no seu modelo “Coupe” uma caçamba que se estendia para fora do porta-malas. Foi produzida até 1942 e, diferentemente da El Camino, era apenas um carro normal com um acessório adaptado.

El Camino 1959: a fonte do nome era o espanhol e significava “o caminho”

​1959

Para 1959, o Chevrolet era completamente novo. E era o mais espetacular Chevrolet já produzido. Não o mais bonito, mas sim o mais exuberante. Para começar, nenhuma parte da carroceria de 1959 era intercambiável com a do modelo 1958. O novo carro mais parecia uma nave espacial!

Naquele ano a Chevrolet adotou uma nova tendência de estilo criada pela concorrência. Desde o final da década de 30, a General Motors mantinha a hegemonia no desenho automotivo norte-americano. Isso durou até o lançamento da linha 1957 da Chrysler. Os modelos da General Motors, incluindo os carros da Chevrolet, seguiam na época uma tendência de estilo mais pesado e rebuscado. Com a influência do estilo da Chrysler, toda a linha da General Motors passou a seguir um desenho mais leve, ficaram mais baixos e adotaram tetos e colunas finos.

​Na frente do modelo 1958, os faróis ficavam altos e o para-choque era espesso e baixo. Para 1959, os faróis foram postos à meia altura e nos lados da grade. E o novo para-choque era feito com uma lâmina fina e reta, instalado numa posição mais alta.  Esses detalhes faziam o carro parecer mais baixo, largo e leve. Na parte posterior esse efeito era obtido com um para-choque similar ao dianteiro e com enormes  “asas de gaivota” com pontas bem finas.

Frente do Chevrolet 1958: compare com a frente do modelo de 1959 e perceba as diferenças na posição dos faróis e para- choque

​A El Camino desfrutava de todas essas inovações de estilo da linha de 1959.

Os automóveis Chevrolet naquele ano eram divididos em três linhas: a básica Biscayne, a intermediária Bel Air e a luxuosa Impala. A picape não se submetia a essa classificação. Fazia parte da linha comercial, junto com as picapes grandes e os caminhões. Externamente se assemelhava à linha Bel Air, enquanto seu interior se parecia com a da série Biscayne.

Os motores disponíveis na Elco (apelido do modelo) eram os mesmos do automóvel: de 6 e 8 cilindros. O sempre confiável e econômico motor de seis cilindros em linha de 3,8 litros fornecia 135 HP, suficiente para uma capacidade de carga de 295 quilos. Para quem queria uma capacidade de carga maior, o motor a escolher era um dos motores V8: um com bloco pequeno de 4,6 litros ou o bloco grande de 5,7 litros. Com esses motores a potência poderia chegar aos 290 e 335 HP, respectivamente. E a capacidade de carga pularia para até 522 quilos. A picape convencional poderia ter uma capacidade de carga maior, mas a Elco, por ser baseada no automóvel, era mais baixa e, portanto, bem mais fácil de carregar.

No final de 1959, 22.246 Elcos foram vendidas. Um bom número, se comparado com as 14.169 picapes Ranchero 1959 produzidas pela concorrente Ford.

 

1960

A Chevrolet sentiu que tinha sido muito ousada no modelo de 1959. Para 1960 decidiu queuma versão “aliviada”do mesmo desenho seria adequada. Até então, a marca nunca tinha voltado atrás no desenho dos seus carros… Na frente foram eliminadas as entradas de ar sobre os faróis e o capô ganhou uma frente mais aerodinâmica. Na traseira permaneceram as asas de gaivota, mas agora num desenho reto. As enormes e únicas lanternas em formato de olho de gato foram substituídas por pequenas lanternas redondas, mesmo motivo de 1958. Esse estilo de lanterna se tornaria por vários anos uma marca registrada da Chevrolet. Outra referência a modelos anteriores eram os “aviões” nas laterais de toda a linha 1960. Por vários anos, até 1956, o capô do Chevrolet foi adornado com um vistoso avião cromado.

No final de 1960, um total de 14.168 Elcos modelo 1960 foi vendido e, talvez pela baixa venda, a produção foi encerrada.

Em 1964 a Chevrolet relançou a El Camino, mas agora com base no novo modelo compacto Chevelle. A picape seria produzida até o ano de 1987, totalizando cinco gerações. Mas o privilégio de compartilhar a carroceria do modelo top da marca ficou apenas para as 1959 e 1960.

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