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Picape que só pegava no tranco agora esbanja 170 cv de puro prazer; entusiasta trocou carro zero quilômetro e fez projeto sozinho durante 13 anos

Texto: Bruno Bocchini
Fotos: Ricardo Kruppa

Picape Chevrolet Boca de Sapo

Haroldo Froma, 42 anos, comerciante de Colombo (PR), é impaciente – mas não no mau sentido da palavra. Ele, entusiasta “de carteirinha”, sonhou, foi atrás e não desistiu até que tivesse uma picape “boca de sapo” para chamar de sua. “Sempre gostei de caminhonete e quando passei em uma loja e vi a Boca de Sapo pensei: é esta. Estou montando também um caminhão Marta Rocha 1957. Depois da picape meu gosto por antigos só aumenta”, define.

Diante do desejo, Haroldo fez o que, para muitos, pode parecer loucura: trocou seu automóvel zero quilômetro por um “só o pó”. “Adquiri essa picape no ano 2000 e dei um carro zero na troca. A única coisa que prestava era o freio, tinha um motor de trator, caixa seca, e a partida era só no tranco. Era um carro totalmente sem condições de uso. Quando meu pai viu queria me deserdar, falava para meus amigos: venham ver o negócio que o Haroldo fez, trocou o carro dele nessa droga, mas hoje ele mudou de opinião e acabou adquirindo um antigo também”, relembra.

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Picape Chevrolet Boca de Sapo
Picape Chevrolet Boca de Sapo

Ao contrário de muitos rodders e amantes da restauração, o paranaense não buscou apoio de profissionais da área na fase inicial do projeto. Ele sabia que teria pela frente um trabalho difícil e, ao mesmo tempo, arriscado, mas ousou e, outra vez, sua impaciência definiu os rumos. “Depois da aquisição começou a luta em colocar a caminhonete para rodar. Não tive apoio de ninguém. Foram várias noites e finais de semana para ter as recompensas, mas valeu cada segundo. A parte mecânica e as adaptações foram feitas por mim. Quando mandei o projeto para o latoeiro e pintor, aí foi meu pesadelo. Deu tudo errado e perdi todo o material da pintura e o dinheiro da lataria. Trouxe a caminhonete para casa e comecei a mexer com um amigo que manjava de lataria. Para não enferrujar passávamos o vermelho óxido provisório que está até hoje. Foram quase 13 anos de batalha”, comenta.

Haroldo escolheu um bloco GM Sprint MWM 6cc com 170 cv para equipar a picape e aliou ao conjunto mecânico um câmbio ZF e diferencial Braseixo 3.15. O projeto, apesar de parecer, à primeira vista, incompleto por fora, teve cuidados extremos: volante banjo, ar-condicionado para os ocupantes aproveitarem viagens longas em dias quentes, direção hidráulica para o motorista não precisar se matricular na academia ao fazer manobras, além das rodas de ferro 16.8 calçadas em pneus dianteiros 215-65-16 e traseiros 235-60-16. “Pretendo cromar a grade, o para-choque e rebaixar mais um pouco. Por outro lado, é um carro que me atende bem desde pequenos passeios, no dia a dia para trabalhar e viagens. Acho muito bonito o modelo “boca de sapo” e acredito que o projeto foi fiel ao que pensei e planejei”, pontua.

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Picape Chevrolet Boca de Sapo
Picape Chevrolet Boca de Sapo

De toda a montagem do projeto, o que deu mais trabalho para Haroldo foi a adaptação mecânica. “Quando comecei a adaptar sozinho percebi que teria que recortar a cabine. Tive muito serviço, mas gosto de desafios. As coisas fáceis qualquer um faz, hoje me orgulho quando mostro o meu trabalho para os amigos”, comemora.

A paixão pelos clássicos foi tanta que Haroldo pediu demissão da empresa em que trabalhava para montar uma oficina onde hoje trabalha com montagem de chassi, suspensões e toda a adaptação mecânica. “As pessoas adoraram o carro, falam que a pintura fosca é perfeita e hoje a caminhonete já é minha marca. Sou bem conhecido na cidade e região devido a esse carro. Posso dizer que trabalho com o que gosto e, mais do que isso, que restaurar essa picape abriu as portas para que eu tivesse uma vida melhor”, garante.

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FICHA TÉCNICA

Picape Chevrolet Boca de Sapo

Mecânica

Bloco GM Sprint MWM 6cc com 170 cv, câmbio ZF e diferencial Braseixo 3.15;

Interior

Ar-condicionado e volante banjo;

Exterior

rodas de ferro 16.8 calçadas em pneus dianteiros 215-65-16 e traseiros 235-60-16, pintura em óxido vermelho e detalhes cromados como emblema frontal e retrovisores;

Quem fez?

Lataria: Edval (41) 99214-5242; Elétrica: Edson Froma (41) 99866-3113 e mecânica, suspensão, chassi e adaptações: Haroldo Froma (41) 99976-5560.

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