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Pontiac Firebird Formula 400 volta esbanjando ainda mais estilo e potência

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Pontiac Firebird Formula 400 1974

Adquirido em 2006 pelo empresário Antônio Hélio Alves, de 57 anos, este Pontiac Firebird Formula 400 1974 já apareceu nas páginas da revista Hot Rods em 2009, quando já esbanjava beleza e potência. Agora, quatro anos depois, volta à revista exibindo os músculos de sempre, com ainda mais estilo.

Mosca branca

Para quem não conhece, a Pontiac nasceu como uma vertente esportiva da General Motors, dona também da marca Chevrolet. Seus carros sempre foram conhecidos como “primos ricos” dos muscle cars da Chevrolet, isso porque ofereciam a mesma potência (ou até mais), mas traziam muito mais estio. O modelo de Antônio Hélio, de 1974, foi produzido durante o auge da famosa crise do petróleo, que forçou as montadoras a reduzirem drasticamente a capacidade volumétrica dos motores dos seus carros. Porém, como podemos ver com o Formula 400, sempre existem exceções à regra, mas produzidas em quantidades limitadas. Este modelo, por exemplo, teve apenas quatro mil unidades produzidas nos EUA, o que o torna uma verdadeira raridade até no seu país de origem.

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Estiloso

Quando passou pela primeira restauração pelas mãos de Antonio Hélio, em 2006, este Pontiac ficou pouco tempo na oficina. Em cerca de seis meses, tudo que precisava ser feito no carro já estava pronto. Segundo o proprietário contou à época, o carro estava em relativo bom estado e por isso não precisou de muito trabalho. “O estado geral era bom, faltava melhorar suspensão, freios e motor”, contou o proprietário, que tratou de melhorar as partes que precisavam de algum reparo ou upgrade e apimentar o motor, já forte originalmente. De três anos para cá, porém, o proprietário sentiu a necessidade de voltar a trabalhar no carro. É óbvio que um clássico como este não poderia receber muitas modificações, então tudo foi feito mais ou menos dentro dos padrões originais.

A pintura foi refeita, mas permanece no mesmo estilo, preto e dourado, embora em tonalidades levemente diferentes das anteriores. Também foi mantido o capô com as entradas de ar originais, que conferem um visual agressivo ao muscle. As rodas ainda são as originais do modelo, de 15”, montadas em pneus Cooper Cobra 235/60 na dianteira e 255/60 na traseira. Um detalhe curioso que contamos à época é que os para-choques, originais no carro de Antônio, foram uma novidade dos Pontiac da época. Eles foram adotados pela montadora em cumprimento à uma lei dos EUA sobre segurança, que determinava que todos os modelos recém-lançados deveriam sair com a peça para proteção extra em caso de colisão frontal. Antes desta medida, os modelos Pontiac eram famosos exatamente pela grade do motor proeminente e a ausência de para-choques.

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No entanto, este não foi um detalhe que chegou a tirar o brilho desses esportivos. Por dentro, o bólido antes dava pinta de que tinha acabado de sair da linha de montagem, com tudo original. Agora, essa realidade mudou um pouco. Claro, nada foi radicalmente modificado, mas os bancos originais deram lugar a novos modelos elétricos, as forrações foram trocadas por material sintético e o painel foi pintado. Os instrumentos do painel e o volante esportivo de três raios foram mantidos, assim como os instrumentos de medição, entre eles o hallmeter da ODG e medidores de pressão para o combustível e o supercharger da Cronomac.

O porta-malas também ganhou uma personalização para abrigar o sistema de som, estilizado com o símbolo do pássaro da Pontiac.

Cliente satisfeito

Por baixo do capô, sem novidades. O propulsor forte, de 400 polegadas (ou 6,6L de cilindrada), continua com as modificações que deixaram o muscle ainda mais arisco. O ingrediente principal dessa receita é um um supercharger, que leva o ar para os cilindros com 0,8kg de pressão, da marca Pro-charger. Os cabeçotes e coletor de admissão são em alumínio, de um kit de alta performance da Edelbrock, e o carburador original deu lugar a um quadrijet Holley de 750cfm. O Pontiac conta ainda com pistões forjados. Essa receita rende ao carro uma potência aproximada de 650cv, quase 300cv a mais do que a versão original da época.

O câmbio é automático, TH-400, e, junto a um diferencial autoblocante, aguenta bem o tranco das arrancadas fortes. Freios e suspensão também são originais, mas foram retrabalhados para atender à sobrecarga de potência. Segundo o proprietário, o carro é bastante estável, mas não dá para bobear. Antônio ainda não utiliza o carro todos os dias, principalmente agora, com pintura nova. Os passeios são para lazer e para desfilar. Essa ave rara e mais bela do que nunca, agora só mostra seus atributos no céu azul.

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