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A Pontiac nasceu na década de 20 e se entranhou à GM na época dos muscle cars. Ao longo dos anos criou a sua própria personalidade. No Brasil, modelos como este Espirit 1970 são quase impossíveis de serem encontrados

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Nem sempre é fácil entender como funciona a indústria automotiva. Empresas se fundem, são compradas e vendidas, criam modelos, tiram outros de linha e, assim, o tempo vai passando. Não são raras as histórias de montadoras que compartilhavam bases de outros modelos, mas atingiam o mercado com impacto diferente. São relações embrionárias, como Dodge-Plymouth, Ford-Mercury e GM-Pontiac, de empresas que nascem de forma independente e se fundem à história das grandes montadoras e geralmente criam legiões de fãs, por darem a luz a modelos com produção limitada e que depois de um tempo se tornam raros.

É claro que cada história é um caso e a da Pontiac, em particular, é muito rica. Teve início em 1926, teve grandes momentos nas décadas de 70 e 80 e encerrou em 2010. É de um desses grandes lançamentos da década de 70 que falaremos nesta reportagem: o Pontiac Firebird Espirit, que ilustra estas páginas e nasceu exatamente em 1970.

Altos e baixos

A Pontiac tem até hoje um nome respeitado na indústria automobilística, mas até a sua principal linha, Firebird, teve seus altos e baixos. O modelo fotografado por Hot Rods, o Firebird Espirit, ainda é um dos mais cultuados da marca e faz parte da segunda geração, época do auge da Pontiac.

Adquirido pelo empresário Durair do Rosário Filho, de 55 anos, este Pontiac foi sensação à época de seu lançamento por dar a impressão de não ter para-choques. A parte frontal do automóvel tinha uma parte revestida com um material chamado “Endura”, que era pintada na cor do veículo e fazia as vezes do aparato de segurança, o que dava ao veículo um visual mais limpo e esportivo. Adquirido pelo empresário para fazer parte do acervo da sua empresa,  a Clássicos e Antigos, hoje o modelo já se tornou xodó e sempre que pode o empresário dá algumas voltas com ele.

Quando saiu da linha de montagem, este Pontiac ostentava apenas a cor vermelha, chamada “Cardinal Red”. Mas Durair decidiu dar um toque especial a esta parte. “Baseado em modelos americanos que eu vi, resolvi pintar as faixas brancas”, contou. Esta foi a única mudança de Durair ao projeto original. No mais, o esportivo conta com rodas 15” em aço estampado, modelo Rally II, montadas em pneus Daytona SR 235/60.

Elegância e esportividade

Por dentro, o Firebird também dá a impressão de ter saído há pouco da linha de montagem. Os bancos são pretos, modelos esportivos. O painel é original, inclusive com a instrumentação da época, que recebeu toda a revisão necessária para rodar sem problemas. O volante é um caso à parte no interior, elegante e com pegada esportiva, original dos modelos Formula e Trans Am.

350 polegadas

O que não foi dito ainda, de propósito, diga-se, é que este Pontiac, em particular, guarda muitas semelhanças com um primo da mesma idade e cavalaria, o Chevrolet Camaro. No início dos anos 70, os dois modelos chegaram a compartilhar uma base comum e o clássico propulsor de 350 polegadas da Chevrolet.

Com 5.7L de cilindrada e mais de 300cv originais, esta unidade ainda recebeu carburação mais parruda, por meio de um carburador quadrijet da Edelbrock, afinal, cavalo que corre é cavalo que come. E será que para? É claro. Mesmo com os freios originais, a disco na dianteira e tambor na traseira, este Firebird segura muito bem o haras que está debaixo do capô. A suspensão, também como veio de fábrica, faz a sua parte para segurar a fera nos trilhos durante as curvas, mas vale não abusar demais, para não acabar trocando a frente pela traseira. E aí, tem coragem?

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