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Chevrolet Phaeton 1934 é um dos 234 modelos produzidos e recebeu tratamento VIP na oficina de empresário curitibano

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Eeste Chevrolet Phaeton 1934 não é um amor antigo do empresário curitibano Gerson Giacometti por puro acaso. Além de bonito, o carro é uma verdadeira “mosca branca” dos carros antigos. Apenas 234 modelos como este foram produzidos e achar um deles em bom estado hoje em dia é muito difícil. “Este carro era de um colecionador aqui de Curitiba, o Manoel Bandeira, depois foi adquirido por outro rodder conhecido, o Moacir Boscardim. A placa dele, inclusive, é BAN 1934 por causa do Manoel.

Alguns anos atrás eu vi este carro na garagem do Moacir, tinha sido restaurado nos anos 80. Ele não vendia por preço nenhum, devido à sua raridade. Depois fiquei sabendo que ele tinha trocado o carro por um Impala 1960, aí eu corri atrás para comprar este Chevy. Depois de fechar negócio, sabendo que a restauração já tinha mais de 20 anos, decidi desmontá-lo inteiro e reformar”, conta o proprietário, que mantém uma oficina só para restaurar os seus carros. Segundo ele, a preferência

pelo Phaeton, além da raridade, se dá pelo apelo esportivo que tinha o modelo quando foi lançado. “Gosto de carros da década de 30, mas que tenham uma boa dirigibilidade, que possam acelerar fundo. O carro tem de ter motor grande, de preferência V8, e frear e fazer curvas como um carro moderno”, conta o exigente proprietário. É claro que, para chegar a este nível de potência e dirigibilidade, algumas mudanças tiveram de ser feitas, mas segundo ele o resultado final ficou muito bom.

20 anos depois

Gerson conta que o estado geral do carro não era dos melhores, com alguns detalhes a ser feitos na lataria, principalmente a pintura, que estava desgastada por ter sido feita havia mais de 20 anos. Importante dizer que detalhes como faróis, grade, retrovisores, para-choques, frisos, são todos itens originais. Por isso, todo o carro foi desmontado. O processo completo levou dois anos de muito trabalho, mas foi compensador. O amarelo original da carroceria deu lugar ao verde das fotos. “Preferi colocar a cor verde porque acho que combina mais com os carros daquela época”, afirma Gerson, que também pintou as rodas, feitas à mão em ferro fundido, de amarelo, para dar o mesmo contraste que o carro original, que trazia rodas em madeira. As redondas têm 15” de diâmetro e estão calçadas em pneus 185/70 na dianteira e 195/70 na traseira. A capota também foi reformada, apesar de estar constantemente abaixada para curtir os domingos de sol.

Clássico

Por dentro, a simplicidade impera e o estilo clássico original dos Fords da década de 30 foi reavivado. Os bancos são inteiriços e foram feitos em couro, com tapeçaria capitonê. O mesmo material reveste os forros internos. O volante é modelo banjo, clássico dos hots. Os instrumentos são modernos, mas adequados ao painel do Phaeton, e trazem na parte gráfica o nome da montadora da gravatinha.

Seis em linha

Por baixo do capô do Phaeton está um propulsor também da Chevrolet, mas um pouco mais moderno. Com uma boa potência original, o seis cilindros do Opala fala alto na hora de acelerar com mais vigor, como gosta o proprietário. Os 150cv de potência original não foram alterados, apenas ganharam detalhes estéticos, ou “perfumarias”, como diz o proprietário. Um exemplo é a tampa do cabeçote, cromada, o bloco pintado em um tom pastel e o filtro de ar da Edelbrock. Esses detalhes, porém, não ficam tão evidentes, pois o acesso ao motor do Phaeton é basicamente lateral, como na

maioria dos carros da década. O câmbio é automático, também do Opala. A suspensão dianteira foi herdada de um Dodge e, na traseira, o Chevy ainda usa feixe de molas. No entanto, o proprietário garante que o carro é muito bom de dirigir. “É muito estável e confortável, além de macio”, avalia. Na hora de parar, o 34 também não se faz de rogado. “Utilizo freios a disco na dianteira e na traseira”, conta. Apesar de ser um modelo raro, Gerson o utiliza sempre que pode, inclusive para viajar. “Já estivemos em Lindoia com ele, até rendeu algumas premiações”, conta orgulhoso.

Devido à raridade de seu carro, Gerson confidenciou que este carro hoje não valeria menos que R$ 120 mil. “É um dos carros mais raros do mundo, além de ser muito especial para mim. Eu venderia apenas por esse valor”, conta. Se alguém tiver uma oferta, ele está aberto a ouvir, afinal, ainda tem três projetos para terminar e isso nunca sai barato: dois Fords, um Coupé 1937 e um Sedã 1933, além de um Chevy Roadster, de mesmo ano deste Phaeton. É, os rapazes da oficina vão ter trabalho.

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