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 Advogado de Curitiba adquire Malibu 68 e realiza restauro meticuloso com direito a motorização V8 350”

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Os muscle cars são parte de uma cultura quase à parte do movimento hot rod. Diferentemente de outros tipos de projeto, normalmente os muscles recebem restaurações bem próximas do original, porque o espírito esportivo nestes carros já vem de “berço”. Adquirido em 2006 por um advogado curitibano que não quer ser identificado, este Malibu chegou como uma oferta de ocasião.

“Eu tinha um Fusca 1959, um dos primeiros modelos a chegar ao Brasil, praticamente original. Quando estava no fim do trabalho, o restaurador me ofereceu este Malibu. Quando vi o carro não tive dúvidas, entreguei o Fusca e mais uma soma em dinheiro em troca dele. Era um carro muito íntegro, tanto de visual, quanto de interior e mecânica”, afirma o advogado. Um detalhe curioso sobre este modelo é que ele une a forma de um coupé com o espaço e conforto de um sedã, como os Cadillacs e Lincolns.

“Dá para dizer que é um híbrido, pois tem, ao mesmo tempo, a aparência e a mecânica forte de um muscle car, com o conforto de um sedã quarto portas. Os bancos parecem um sofá, acomodam tranquilamente três na frente e mais três atrás, todos com cinto de segurança. Além disso, pelo que tenho visto por aqui, este parece ser um modelo mais raro”, comenta o orgulhoso proprietário.

Fase 1: mudanças necessárias

Quando chegou às mãos do advogado, o carro estava em bom estado. A pintura era original e estava bastante queimada do sol, mas a lataria se mostrava íntegra. Nesta fase da restauração, realizada assim que o carro foi adquirido, foram modificados aspectos necessários para dar mais segurança à direção. Todo o trabalho ficou a cargo da AC3 Cars, de Curitiba. Os freios originais, a tambor nas quatro rodas, foram substituídos pelo conjunto da picape F250. A parte elétrica foi totalmente revisada e um novo conjunto de rodas e pneus foi adicionado. As rodas são da American Racing, em alumínio forjado, de 17” na frente e 18” atrás. Os pneus inicialmente eram Pirelli, modelos P-zero, nas medidas 205/45 na frente e 255/25 atrás, mas segundo o advogado, os traseiros “derretem” com muita facilidade, de forma que agora eles são comprados apenas pelas medidas, independentemente da marca.

Fase 2: canhão de rua

Durante dois anos o Malibu participou ativamente da vida do advogado, até que o vírus da ferrugem falou mais alto e ele resolveu colocar uma “pimenta” na mecânica. O “pacato” motor seis cilindros original do modelo, com desempenho similar ao do Opala e câmbio Powerglide, já não dava mais adrenalina e o proprietário decidiu que era hora de um propulsor mais “parrudo”. O antigo conjunto deu lugar a um V8 Chevrolet 350” preparado pela AC3 para render 400cv de potência.

Contudo, este conjunto ficou arisco demais e o advogado pediu que a potência fosse diminuída um pouco, mas não muito. Hoje o motor rende 350cv de potência, com um câmbio automático TH 350. “Antes estava bravo demais, com o comando adotado ficou difícil andar com conforto na rua, por isso pedi que tirassem. Hoje está perfeito”, conta. A receita de preparação é bem básica neste tipo de motor: um kit de performance da Edelbrock, carburador quadrijet 750cfm da Holley e comandos de válvulas mais “graúdos”. Para garantir um ronco mais poderoso, o escape foi totalmente redimensionado.

Fase 3: novo de novo

Na terceira etapa da restauração, a lataria foi totalmente recuperada, a tinta velha foi retirada e novas camadas de pigmento importado no tom original cobriram a carroceria. Grades, frisos e emblemas são originais do carro, mas foram

submetidos a um processo de restauração pela oficina AC3. Para dar mais conforto, mas sem perder o controle, molas e amortecedores originais deram lugar a modelos mais novos, do SUV Cherokee.

Fase 4: detalhes no Futuro próximo

A quarta etapa está próxima de começar, mas apenas por uma questão de perfeccionismo estético. Segundo o advogado, para a próxima etapa estão previstos um novo conversor de torque, painel de instrumentos trazido dos EUA, vácuo de freio elétrico e novas forrações para o banco e o assoalho.

“Por enquanto esses detalhes estão bons, mas minha ideia é deixar ainda melhor”, comenta o advogado. Segundo ele, o carro é utilizado sempre, até para pequenas coisas do dia-a-dia. “Uso até para levar minha filha à escola, o que para ela é uma aventura, com aquele ronco alto do motor”, afirma o advogado, que prefere usar o carro em trajetos mais curtos.

“Não é um carro para viagens longas, mas em curtas distâncias e viajando a 120km/h, é muito gostoso de andar na estrada”, avalia. Perguntamos ao advogado se depois da quarta fase o carro finalmente estará pronto. “Como assim? Carro antigo nunca está totalmente pronto. Além disso, já estou planejando a restauração de um Fusca alemão”, afirma ele. Será, que a exemplo do último Fusca, ele vai começar o projeto novo se desfazendo do Malibu? “Não, este carro eu nem posso vender, minha esposa e minha filha não deixariam”, garante o proprietário.

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