Classic Hot Rods: Expertise

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Classic Hot Rod

Mais de três décadas de imersão no universo dos hot rods: este é o cartão de visita do proprietário da Classic Hot Rods

Reportagem: Vitor Giglio
Fotos: Ricardo Kruppa

Classic Hot Rods

Verdadeiros apaixonados por hot rods são aqueles que confiam a pouquíssimas pessoas o privilégio de mexer em seus carros. Muitos rodders são tão criteriosos na hora de buscar uma oficina que chegam a ser até mais rigorosos no processo seletivo do que são quando procuram um médico para si mesmos.

É por este motivo que, neste universo, o conhecimento, a experiência e a bagagem adquirida ao longo dos anos são fatores primordiais no cartão de visita de qualquer profissional.

Classic Hot Rod
Classic Hot Rods

O protagonista desta reportagem, aliás, é um destes profissionais que dispensa apresentações: são nada menos do que 32 anos vivendo neste universo, dos quais 26 foram vivenciados à frente de uma renomada oficina, que até hoje é referência para projetos dos mais variados, seja em lata, fibra, exija mecânica ou pintura. Estamos falando de Wagner Trevisan, 57 anos, proprietário da Classic Hot Rods.

Ao lado do filho, Anderson Trevisan, Wagner dá continuidade à ligação da família Trevisan com oficinas, algo que existe desde sua infância, quando seu pai, Reinaldo, era proprietário de uma, e posteriormente seu irmão, Walter, outro profissional do ramo. “Fui criado neste ambiente de oficinas. Em um momento da minha vida cheguei a trabalhar em algumas empresas do ramo, mas logo retornou o desejo de fazer algo próprio, por conta”, revela.

Conheça mais sobre a história da Classic Hot Rods, de Wagner e da família Trevisan, em bate-papo, a seguir:

Revista Hot Rods: Wagner, conte-nos quando foi criada a Classic e os motivos que levaram à sua fundação.

Wagner Trevisan: Começamos com esta oficina em 1990, em Santo André (SP). Fui criado neste ambiente de oficinas. Em um momento da minha vida eu gerenciei empresas do setor, mas então veio o desejo de fazer algo próprio. Como um amante de hot rods e frequentador de eventos e encontros, eu vi que faltavam bons profissionais para trabalhar com carros antigos, então isso me estimulou bastante.

HR: De que maneira a Classic Hot Rods se diferenciou das demais oficinas naquele momento?

WT: Nós criamos uma réplica de fibra do Chevy 1934, em meados de 1990, e foi um projeto bem inovador naquele momento. Em 1996 nós importamos o kit do Willys americano, por exemplo. Nós sempre procuramos trabalhar de maneira idônea e correta, visando tanto a segurança dos nossos clientes quanto a melhora do carro em si.

HR: Já se passaram 26 anos desde a abertura da oficina. Uma oficina que é diferenciada por atuar em um mercado bastante segmentado. Qual o segredo do sucesso da Classic ao longo destes anos?

WT: Sempre trabalhamos respeitando o prazo de entrega e os preços praticados. Além disso, não terceirizamos absolutamente nada. Tudo é feito aqui: lata, fibra, mecânica, pintura, tapeçaria. Somos confiáveis e estamos sempre dispostos a corrigir e melhorar o que for necessário. Acredito que este seja o motivo pelo qual a gente receba inúmeros projetos de proprietários insatisfeitos com outras oficinas que acabam trazendo o carro para cá.

HR: Neste caso, a melhor propaganda então é o boca-a-boca?

WT: Com certeza! É a indicação dos nossos clientes que traz novos interessados para cá. Muitos de nossos clientes já estão no terceiro ou quarto projeto conosco, portanto digo que não são mais clientes, apenas, mas sim amigos. E a confiança que essas pessoas têm em nós é diretamente responsável por trazer para cá clientes que ainda não nos conhecem.

HR: Conte-nos sobre a estrutura da Classic Hot Rods.

WT: Estamos localizados em sede própria, em Santo André, São Paulo. Trabalhamos em quatro pessoas (eu, meu filho e mais dois funcionários) e com essa equipe costumamos trabalhar em até quatro veículos simultaneamente. Aqui os prazos são respeitados seguindo um acordo estabelecido em contrato. Ficamos em média de seis a oito meses trabalhando em cada carro, mas todos eles, há 26 anos, são entregues dentro do prazo.

HR: Cite alguns dos projetos dos quais você mais teve orgulho em participar.

WT: Fizemos um Willys 1941 que já foi modificado e pintado algumas vezes, que inclusive já saiu na Revista Hot Rods, bem como outros carros bacanas que já foram alvo de matéria aí na revista também.

Eu, particularmente, gosto bastante de algumas caminhonetes que fizemos, quando montamos mecânica de Hilux, Triton e Ranger com carrocerias como F1, Marta Rocha ou F-100. Tem também um Galaxie 1967, azul, muito bacana. São vários, mas estes são alguns dos quais me recordo.

HR: É muito difícil trabalhar com veículos antigos no Brasil?

WT: Demais. Até mesmo porque aqui a legislação não ajuda. Falta conhecimento por parte das entidades reguladoras e principalmente dos legisladores. O brasileiro sempre gostou de carro e nunca teve tanta diversidade por diversos fatores. E quando a gente se propõe a fomentar e expandir essa cultura, as leis aqui jogam contra.

No Brasil você pode importar e produzir qualquer coisa para lanchas ou aviões, mas não para carros, pois o lobby de montadoras aqui é muito forte.

A partir deste ano, ao invés de facilitar o nosso trabalho, a lei enrijeceu e agora é praticamente impossível fabricar um carro com a característica que nós queremos, então, basicamente nos cabe agora a tarefa de reformá-los, sem que a estrutura original seja modificada, ou então fica praticamente impossível de conseguir regularizar a documentação.

HR: Deixe um recado para os leitores de Hot Rods.

WT: Aqui na Classic Hot Rods os clientes acompanham o desenvolvimento do projeto, passo-a-passo. Nunca tivemos problema com nenhum cliente ao longo destes 26 anos. Aqui tudo que é feito e acordado é registrado em contrato, documentado. Transformamos clientes em amigos e aqui os amigos sempre tem razão.

Classic Hot Rods

www.classichotrods.com.br.

(11) 4472-9132/ (11) 99872-0611

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