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Um hot rod ou custom só pode se considerar completo quando estiver “benzido” por uma destas obras de arte, mesmo que de forma discreta

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

Pinstriping

Provavelmente você já deve ter visto alguém vestindo um terno de tecido preto com riscos brancos. Estes riscos (stripes), finos como a cabeça de um alfinete (pin), são chamados “pinstriping” em inglês. Até a década de 30, pinstriping também denominava a pintura de filetes retos nas carrocerias dos automóveis. A função era meramente decorativa, semelhante aos frisos cromados nos carros das décadas seguintes. A última montadora a aplicar pinstriping nos seus carros foi a General Motors, isto em 1938.

Com o abandono, pelas montadoras, dos filetes coloridos, a arte ainda foi mantida por pintores que aplicavam ou retocavam os carros usados da época (a mão e usando pincel). Entre estes profissionais estava o que viria a ser conhecido como o criador do pinstriping moderno: Kenneth Howard, o famoso Von Dutch!

Kenneth trabalhava em uma oficina de motos no sul da Califórnia, inicialmente como mecânico e depois como pintor. Como pintor decorava as motos com filetes, técnica aprendida com seu pai, pintor de letreiros. Em meados da década de 50, lhe perguntam se não poderia fazer um filete na tampa traseira de um carro para esconder as marcas de esmerilhadeira que ficaram na pintura após o serviço de remoção do trinco. Atendendo ao pedido, Von Dutch pintou um filete sobre um dos riscos e desenhou um filete com o mesmo formato, de forma invertida, no outro lado. Fez o mesmo sobre outro risco e no final tinha um desenho com um efeito artístico sobre a tampa deste porta-malas. Estava assim criado o “pinstriping moderno” e que passaria a decorar hot rods, customs e motocicletas desde então.

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Em 1958 o novo pinstriping já era uma febre nos Estados Unidos e carros e motos eram trazidos de várias partes do país para ser “dutched”, ou seja, receber o tratamento de Von Dutch.

O verdadeiro pinstriping

O pinstriping clássico é um desenho simétrico e pontudo, formado por linhas finas que se sobrepõem. Pode ser executado com uma cor ou várias, e em geral é um desenho abstrato, mas eventualmente pode sugerir algo como, por exemplo, um animal, uma máscara etc.

O verdadeiro pinstriping é feito a mão livre e com um pincel especial de cabo curto e cerdas longas. O pulo do gato deste pincel é que, como as cerdas são longas, as pequenas oscilações que ocorram no cabo não são transmitidas às cerdas, e as linhas saem bem uniformes. As cerdas longas também guardam bastante tinta para aqueles longos filetes na lateral de um carro.

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Outra forma alternativa e autêntica de fazer um “pin” é utilizar um “beugler”. Inventado no começo da década de trinta para a pintura de filetes, este equipamento é uma espécie de caneta que é carregada com qualquer tipo de tinta. Na ponta desta caneta há um pequeno disco metálico que gira e deixa um rastro uniforme de tinta. A ponta pode ser trocada variando a espessura do disco e, consequentemente, a espessura do filete. O beugler continua a ser fabricado e é relativamente simples fazer um filete reto com este equipamento. Já executar um pinstriping intrincado com este artefato requer um pouco mais de habilidade para não “derrapar nas curvas”…

O pinstriping, inicialmente restrito a automóveis e motos, ganhou vida própria e hoje em dia adorna desde pranchas de skate a caixas de ferramenta. Mas esta forma de arte só encontra sua expressão mais autêntica quando adorna a superfície de um hot rod ou custom. E um hot rod ou custom só pode se considerar completo quando estiver “benzido” por uma destas obras de arte, mesmo que de forma discreta e na tampa do porta-luvas…

Vídeo Pinstriping: O Van Gogh dos hot rods.

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