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Depois de ter problemas com um “restaurador”, administrador de São Paulo encontra uma oficina de confiança e monta a F1 1951 que tanto sonhou

Texto: Flávio Faria    Fotos: Ricardo Kruppa

Construir ou restaurar um Hot é um trabalho que exige tempo, muito trabalho e investimento. Porém, não se trata apenas de aplicar grandes somas em um carro ou um hobby. Ao trabalhar em um projeto, os restauradores mexem com sonhos, paixões antigas, muitas vezes carregadas de histórias. Por isso, ser um bom restaurador não exige apenas técnica para mexer na lata, mas também sensibilidade para entender o que o cliente quer do projeto e honestidade para cumpri-lo no prazo proposto.

Entretanto, não é sempre assim que acontece. Como em todo ramo, entre os roders também existem os chamados “restauradores”, assim, com aspas, porque não conhecem os carros, não têm habilidade para trabalhar e se aproveitam da paixão dos clientes para ganharem dinheiro sem trabalhar. Quando decidiu adquirir sua picape antiga, foi com um “restaurador” desses que o administrador paulistano Sérgio Morales conheceu. “Em fevereiro de 2001 comprei este carro de um colecionador que pretendia restaurá-lo, mas acabou desistindo do projeto. O estado da picape era péssimo, era como se alguém tivesse acabado de tirar do ferro-velho para restaurar. Para não dizer que nada tinha feito, tinham passado um primer para evitar que a corrosão da lataria aumentasse. O capô tinha um buraco, causado pela ferrugem e a parte mecânica tinha sido adaptada de uma forma tosca a partir de um Landau. Como eu não tinha ideia de quanto aquele carro valia ou o tamanho da mão de obra que teria com ele, decidi levar um restaurador comigo. Meses depois eu me perguntei se ele foi comigo para me ajudar ou ao vendedor”, comenta o administrador, que perdeu dois anos com este “profissional”.

“Após este desgosto quase cheguei a desistir do projeto, mas fui apresentado ao Dimas pelo Alexandre Benevides, da Hot Company Brasil. Quando eu vi a picape F1 1948 que o Dimas fez para o Alexandre decidi que queria que ele trabalhasse no meu carro. Levei o carro para avaliar e o Dimas falou que só pegaria para fazer se fosse do zero e eu respondi que era exatamente o que eu queria. O trabalho todo de restauração durou mais de um ano, mas eu sempre tive certeza que tinha ido ao lugar certo”, afirma Sérgio.

Realmente do zero

Como conta o próprio Sérgio, para a restauração desta F1 “não ficou um parafuso no lugar”. Tudo foi refeito. Carroceria e chassi foram separados. Foi feito todo o trabalho de adaptação mecânica e de suspensão. A lataria foi completamente raspada e recebeu tratamento anti-corrosão. A cor escolhida para compor o projeto foi feita exclusivamente para esta F1, a partir de pigmentos da DuPont. Como o carro chegou sem nenhum detalhe, todos os frisos, faróis, lanternas e demais acessórios foram importados dos EUA. Algumas partes, como a personalização no capô e o parachoque traseiro foram feitos pelo próprio Dimas.

As rodas são de 15”, da americana Early Wheels, com calotas da mesma marca, produzidas no padrão das originais da Ford. Elas estão montadas em pneus Toyo, nas medidas 235/60 na dianteira e 295/50 na traseira.

Sob medida

O interior foi feito ao gosto do freguês. O painel foi feito sob medida por Dimas, para receber os instrumentos da TPI Tech. Cinzeiro e grade central do rádio foram retirados, deixando o visual alisado. Ele ainda teve a parte inferior alongada para abrigar o novo local para o rádio e saídas de ar. Os bancos são do Fiat Stillo, mas tiveram sua altura diminuída em três polegadas para ficarem mais baixos que o vidro traseiro. O volante é da Lenker.

290cv

Por baixo do capô da F1 está um clássico V8 de 302 polegadas, original da Ford. O propulsor foi herdado de um Landau 1982, mas foi completamente refeito. Os pistões originais deram lugar a modelos TRW de cabeça plana. Os cabeçotes foram trocados por modelos com câmaras menores e novos comandos Summit Racing deixaram a marcha lenta embaralhando de leve. O coletor de admissão é da Edelbrock e trabalha em conjunto com um carburador Holley de 600cfm, que recebe combustível de uma bomba elétrica também da marca americana. Na parte elétrica, distribuidor, bobina e módulo de ignição são da MSD. Cabos de vela são Ford Racing, de 9mm. O escape é dimensionado, com abafador da Flowmaster.

Com essas e outras modificações, o propulsor hoje rende 290cv de potência, transmitidos às rodas traseiras por um câmbio automático C4.

Segundo Sérgio, o carro está muito confortável e tem muita estabilidade. Quem pensa que ele é do tipo que deixa a picape na garagem e só sai com ela em dias de sol, se engana. “Fiz o carro para usar. Não dá para rodar todos os dias, porque o trânsito de São Paulo é louco demais, mas sempre que posso dou uma volta com ela”, conta orgulhoso.

Quem fez:

Dimas Restaurações – Tel (11) 4025.0220

Tapeçaria Orlando – Tel (11) 2623.2698

Mecânica Fort – Tel (11) 2671.8126

Receita da Mecânica – Premium Garage (Marcelo) – Tel (11) 7616.9828

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