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Paulista aficionado pela cultura da customização monta T-Bucket 1928 em fibra com tudo que tem direito

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

T-Bucket 1928

Possuir um hot rod não é a mesma coisa que ser um rodder. Pode parecer contraditório dizer isso mas, principalmente no Brasil, onde até projetos pequenos ultrapassam a casa das dezenas de milhares de reais, não são todos os apaixonados pela cultura que conseguem ter um modelo na garagem. Da mesma forma, muitos montam carros apenas pelo interesse  estético ou pela vontade de ter um carro diferenciado, mas se mantêm à parte da cultura que o cerca. Por este motivo, casos como o de Humberto Sanazar, de Osasco (SP), são especiais. Louco desde sempre pela Kustom Kulture, ele acompanha e conhece muito sobre o mundo dos carros e motos customizados.

“Sempre fui um aficionado por carros e motos diferenciados, acompanhava por revistas e internet, fotos e vídeos. Minhas maiores influências são Ed “Big Daddy” Roth, artista, cartunista, pinstriper, designer e construtor de carros personalizados, e Boyd Coddington, protagonista do reality show American Hot Rod. Sempre prestei muita atenção nos detalhes dos carros e motos feitos por eles e sabia que um dia teria um”, comenta. Este dia chegou em 2008. Na verdade, ainda não havia um carro, mas um projeto. A base era um chassi de Ford 1928, com uma carroceria Lakester, em fibra, projetada por Aurélio Backo, conhecido rodder de Curitiba. Todo o projeto foi feito junto ao amigo Juliano “Big” Patureau.

Homenagem

A pintura escolhida foi clássica, em preto brilhante, com o símbolo da Harley-Davidson pintado sobre a porta. “Resolvi fazer esta homenagem porque neste ano foram comemorados os 110 anos da Harley. Além de eu ser muito fã da montadora, meu irmão Eduardo Sanazar possui uma Electra Ultra Glide Classic e juntos circulamos por toda São Paulo”, conta o proprietário, que utilizou faróis e lanternas do Ford 1928. Os retrovisores são modelos custom, dos anos 70. As rodas são fechadas, de 15”, feitas pela RM Rodas, estilo Bonneville, inspiradas nos hots que correm nos lagos de sal americanos.

Elas estão calçadas em pneus Goodyear, modelo Eagle GT II, nas medidas 185/50 na dianteira e 295/50 na traseira. Na traseira está o tanque de combustível, produzido em alumínio e com tampa em bronze. A carroceria ainda está adornada com pinstripings, feitos pelo próprio Humberto. Por dentro, tudo também segue como manda o figurino. Os bancos são de couro, mesmo material que forra o restante do interior. A cor vermelha dá um toque de contraste clássico para carros deste estilo. O volante é da Ford Racing, mostrando a aura de esportividade que norteou o projeto. Os instrumentos são importados, da Auto Meter, linha especial para hots. A alavanca de câmbio escolhida lembra os modelos utilizados em dragsters.

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Forte e estável

Do cofre do motor se levanta um bonito e potente motor Ford 302”, gentilmente doado por um antigo Landau. Pintado de vermelho, para combinar com a estética do carro, o propulsor conta com tampas de cabeçote Edelbrock e prisioneiros do tipo Racing. Sobre o carburador está um scoop gigante, com três borboletas da Mr. Gasket, que força o ar para dentro do sistema, fazendo o V8 “respirar” melhor, além de contribuir com um som gostoso de ouvir. A parte elétrica ganhou distribuidor eletrônico HEI, com módulo de ignição e bobina acoplada, para que, segundo o dono, “não se perca nenhuma gota de combustível”.

Com 5.0L de cilindrada e cerca de 200 cv de potência originais, o propulsor chega até a ser estúpido com a carroceria leve de fibra. Sorte do proprietário, que tem um sistema de suspensão bem projetado, com eixo rígido na dianteira (furado para dar uma estética mais “americana”, além de cromado) e four link na traseira, além de um câmbio automático – modelo C4 – que garante trocas de marcha rápidas e precisas. “Ele é como um kart gigante. No chão e na mão na hora de pilotar”, brinca.

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Ao todo, foram 10 meses de muito trabalho para concluir o projeto. Levando em consideração a complexidade da construção, o tempo foi recorde. Agora, com o sonho realizado, Humberto não desgruda mais da sua “banheirinha” e anda com ela sempre que pode, principalmente na Vila Madalena, bairro com grande perfil cultural de São Paulo, onde inclusive foram feitas as fotos desta reportagem. “Frequentamos há muitos anos a Vila Madalena, que é praticamente o nosso quintal. Lá tem de tudo, são vários estilos, loja de roupas custom, diversos tipos de restaurantes, botecos descolados, gente bonita passando, além de ser o reduto de muitos customizadores e colecionadores de carros e motos antigas de São Paulo.

Até por isso as fotos desta matéria não podiam ser em outro lugar senão o “Beco do Batman”, como é conhecido o local, frequentado por muitos fotógrafos e artistas de rua, point que todas as pessoas deveriam conhecer e se inspirar”, conta. Realmente, o cenário não poderia ser mais apropriado!

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