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Estudantes paulistanas ganham dos pais dois belos modelos 1934

Texto: Flávio Faria
Fotos: Ricardo Kruppa

Modelos 1934

No mundo dos hot rods, a influência paterna muitas vezes é determinante para despertar a paixão nos mais jovens. Todos os meses, acompanhamos projetos de restauração que nasceram da influência dos pais ou avós. Até aí, sem novidades. O que diferencia esta reportagem das demais não é a influência, mas o influenciado. Ou, no caso, as influenciadas. Filhas dos rodders Marco Rampini e Gerson Mandu, Giovana Rampini e Muriel Mandu são as proprietárias da dupla de modelos 1934 – um Chevy e um Ford – que este mês embelezam as páginas de Hot Rods.

O pai de Giovana, Marco, conta que história é essa de dar os hots de presente para as meninas. “Nós sempre saímos todos juntos, vamos a eventos, e as meninas adoram o estilo pin-up e gostaram dos carros, que agora pertencem a elas”, explica. Apesar de serem as donas, Giovana e Muriel não podem dirigir, pelo menos não oficialmente, já que as estudantes têm 15 e 16 anos, respectivamente. Os dois modelos são em fibra, da SS Fiberglass, mas as personalizações ficaram tão bem feitas que é difícil acreditar que não sejam modelos originais.

Old School

Estilo Tudor, carroceria com cara de desgastada e uma cor sóbria. Quem olha o Ford Delivery 1934, a última coisa que imagina é que se trata de um carro de menina. E, a princípio, não era. “Este carro foi trocado por um outro que eu tinha”, diz Marco. “Eu sempre gostei muito deste modelo e queria ter um, mas como a Giovana também adorou, acabou ficando para ela”, conta. O visual “desgastado”, é sempre bom lembrar, é proposital. Até porque a fibra de vidro, por motivos óbvios, não enferruja, então esses detalhes foram feitos à tinta. Visualmente é impressionante e “engana” muito bem os desavisados. Na porta ainda foi pintado um “dois de espadas”, para combinar com o estilo. Para dar um ar de “malvado” ao carro, o teto foi rebaixado. As rodas são de aço, de 15”, pintadas em vermelho e com calotas originais da Ford. As peças foram montadas em pneus 185/65 na dianteira e 255/60 na traseira.

Detalhes externos, como faróis, lanternas, espelhos e grade, são originais do modelo, e já vieram com o carro. Por dentro, o visual é sóbrio, sem grandes modificações. Os instrumentos, restaurados, também já equipavam o modelo. O volante é da Valrod, de três raios, com visual antigo. Os bancos e laterais das portas foram revestidos em couro, com detalhes em preto e branco. A ideia, segundo Marco, era dar um visual mais vintage ao carro. A parte mecânica também é da Ford, mas não a original do 1934. O propulsor é o 2.3 OHC, original do Maverick, que desenvolve cerca de 100cv de potência.

Este é um motor de construção boa, tanto é que foi usado, pelo menos a sua base, até 2004, com a Ranger, e não costuma dar dores de cabeça. E por ser um carro feito em fibra, muito mais leve que um de lata, a relação peso x potência faz a diferença na hora de acionar o pedal da direita. O câmbio é de cinco marchas, mecânico, com alavanca de acionamento no assoalho. A suspensão que melhor se ajustou ao conjunto foi a do Chevrolet Opala. O tipo de carroceria, larga, ajuda na estabilidade. Os freios são a disco na dianteira e a tambor na traseira.

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Classic Coupé

Este Chevrolet 1934 também chegou por meio de troca. Gerson, rodder que inclusive já teve carro de capa na Hot Rods, tinha um Cobra e encontrou este Chevy com um amigo. Muriel gostou tanto da personalização do Chevy que o pai não teve muita escolha além de levar o 34 para casa. Agora, o Chevy é o xodó da menina, que assim como Giovana, sempre acompanha o pai aos eventos. O estilo deste Chevrolet 1934 é mais voltado para o clássico dos hot rods. As linhas curvilíneas do coupé saltam aos olhos com a cor amarela. O capô foi rebaixado para dar uma sensação de esportividade e, de quebra, ainda deu mais aerodinâmica à carroceria. O teto é coberto com lona, detalhe original do antigo que foi mantido por Gerson. Farol e grade são do modelo original. O espelho retrovisor é importado. As rodas são de 15”, com calotas cromadas e montadas em pneus Cooper Cobra nas medidas 205/60 na dianteira e 255/60 na traseira. Por dentro, tudo foi escolhido a dedo para compor um visual de classe. O painel recebeu cobertura em couro no tom da carroceria. A moldura de instrumentos é feita em metal escovado, com instrumentação da linha especial da Auto Meter para hot rods.

 

O volante é da Rosseti, com quatro raios, e teve o aro também revestido em couro. Laterais de portas e bancos também são forrados com tecido animal. A motorização também é quatro cilindros. Este propulsor, porém, foi herdado de um Opala. Com 2.5L de cilindrada, rende também cerca de 100cv de potência e vai ainda melhor no coupé, pois a carroceria menor favorece a relação peso x potência. O motor deste coupé ainda conta com detalhes estéticos, como cabos de vela esportivos e tampa do cabeçote personalizada. O câmbio é de cinco marchas, mecânico, com acionamento por meio de alavanca no assoalho. A suspensão, neste caso, também é a mesma original do Opala. Segundo Marco, tanto ele quanto Gerson costumam utilizar os carros no dia-a-dia, até para trabalhar. Mas, claro, sempre sob a vigia atenta de Giovana e Muriel, proprietárias das mais ciumentas.

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