Original: Mercury Cougar 1967, o primo rico

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Mercury Cougar 1967
Mercury Cougar 1967
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Conheça o Mercury Cougar 1967, versão mais sofisticada do esportivo Mustang

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

Mercury Cougar 1967

Com o sucesso avassalador do Mustang, a Ford Motor Company percebeu que poderia ganhar alguns dólares a mais lançando uma versão mais sofisticada do seu esportivo. Esse seria destinado a um público com maior poder aquisitivo e não seria um Ford, seria um Mercury! E se chamaria Cougar.

Na década de 1960 essa montadora era formada por três divisões, a básica Ford, a intermediária Mercury e a luxuosa Lincoln. Os preços dos modelos eram escalonados de tal forma que não houvesse “competição” entre as divisões. Mesmo guardando semelhança com o Mustang, o fato de o Cougar ser da divisão Mercury já o posicionava em um patamar superior.

Mercury Cougar 1967
Mercury Cougar 1967

Origem do nome

O nome “Cougar” foi emprestado de um felino natural das Américas. No Brasil nós o chamaríamos de “onça parda”. Quem não gostou dessa escolha foi a inglesa Jaguar. A Jaguar também tinha no emblema um felino, pois seu nome significa “pantera”. E a Mercury tinha como público alvo também os compradores de Jaguar nos Estados Unidos. A publicidade da própria Mercury enfatizava que o Cougar tinha um “toque” europeu.

O Cougar de estreia foi o modelo 1967. E sua semelhança com o Mustang ficava apenas nas proporções, pois ambos compartilhavam a estrutura interna, plataforma, teto e um painel traseiro.

Mercury Cougar 1967
Os faróis ocultos pela grade

Externamente o elemento mais chamativo do novo carro era a grade dianteira, que ocupava toda a largura do carro, escondendo os faróis. Ao ligar as luzes, parte da grade levantava, deixando expostos os quatro faróis. Na traseira, a lanterna também ocupava toda a largura do carro, exceto pela placa. Essas eram decoradas com frisos verticais com desenho semelhante ao da grade dianteira. As luzes do pisca-pisca eram sequenciais, uma moda na época. Os três blocos acendiam em sequência, do centro para a extremidade, “apontando” a direção do carro.

O interior era todo em vinil e o volante tinha um toque bem ao estilo dos carros europeus, com detalhes em madeira.

Mecanicamente o Cougar era 100% americano. Seu motor padrão era um V8 de 4,7 litros e 200 HP, ou 225 HP se equipado com o carburador de corpo quádruplo. Para quem queria mais potência, havia a opção ainda mais “americana” de um enorme V8 de 6,4 litros e 320 HP.

Mercury Cougar 1967
Cougar GT 1967: equipado com motor V8 de 320 HP

As versões

Na hora de comprar um Cougar, o interessado poderia optar por duas versões mais exclusivas – o Cougar GT ou o Cougar XR7. O GT era uma opção para quem queria um automóvel com melhor desempenho e estabilidade. Era equipado com o motor V8 de 6,4 litros e 320 HP, rodas mais largas e suspensões dianteira e traseira mais firmes. Externamente era identificado com pequenos emblemas “GT” nos para-lamas dianteiros. Já a versão XR7 era escolhida por quem queria um automóvel mais sofisticado. Internamente era mais requintado e tinha um inserto de madeira no painel. Externamente a versão era identificada por emblemas “XR7” nas laterais do teto.

Mercury Cougar 1967
O interior era monocromático e em vinil

Cougar x Mustang

O preço de um Cougar básico era 2.851 dólares, quase 16% a mais que os  2.461 dólares de um Mustang. Para termos uma ideia de quanto significava essa diferença, imaginemos que um Mustang custasse o preço de um Ford Focus 2016, cerca de 60 mil reais. Neste exemplo, para comprar um Cougar seriam necessários mais 9.000 reais. Valia?

O Cougar fechou 1967 com 150.893 unidades produzidas, um excelente número, mesmo parecendo pouco contra os 472.121 Mustangs. O Cougar atraía um cliente que procurava algo mais luxuoso e, portanto, não “roubava” os compradores de Mustang. Ponto para a Ford!

A primeira geração do Cougar durou até o modelo 1970, totalizando 437.031 unidades produzidas nesse período. Com o modelo 1971 se perdeu o charme dos faróis escondidos atrás da grade e a carroceria ficou maior. A produção continuou até 1997, totalizando sete gerações. De todas as gerações, a primeira foi a mais elegante e aristocrática, e também a mais fiel ao nome “felino” da marca.

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