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No mundo dos carros antigos, depois da “Era do Plástico” veio a “Era do Metal”!

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

A “Era do Metal”

No início, o Fordinho era um carro novo, e quem o quisesse comprar se dirigia a uma concessionária. Depois o Fordinho ficou velho e, quem procurasse um, ia numa loja de carros usados. Na sequência, ele não tinha nenhum valor, virava sucata, era abandonado em ferros-velhos ou largado ao tempo. Quando parecia que o Fordinho iria ser esquecido para sempre, apareceram os colecionadores e os hot rodders. E, a cada dia que passava, ficava mais difícil conseguir um exemplar em boas condições.

Na década de 1970, houve aumento na procura por carrocerias em bom estado pelos rodders norte-americanos. Esta demanda fez nascer uma indústria de carrocerias novas, que eram feitas de plástico reforçado com fibra de vidro. Desenvolvido na década de 40, este material permitia a fabricação das peças sem os altos custos envolvidos na produção usando metal.

O ícone dos rodders, o Ford 1932 roadster podia agora ser comprado novo e feito de material moderno, leve e resistente. Não se sabe exatamente quando a primeira carroceria de Ford 1932 em fibra de vidro foi construída. Mas, já em 1975, a empresa americana Wescott’s passou a produzir comercialmente um produto de excelente qualidade. Essas carcaças em fibra de vidro passaram a ser a base de muitos hot rods construídos pelas oficinas de ponta. Esta qualidade e facilidade fizeram com que o hot rodding crescesse nos Estados Unidos e se tornasse uma grande indústria. E o mercado que as carrocerias de fibra de vidro ajudaram a construir foi o mesmo que as fez ficar relegadas ao segundo plano.

Chevy 1955 e 1957: inteiramente montados com partes novas

Com as oficinas de hots sempre buscando construir carros com mais e mais qualidade, surgiu um mercado em quantidade e riqueza que pagaria um preço maior se uma reprodução de carroceria em metal fosse ofertada.

Em 1997, após dois anos de pesquisa e desenvolvimento, a empresa americana Brookville lança o que todo rodder pensava jamais um dia poder ver: uma reprodução da carroceria do Ford 1932 em metal e igual até o último detalhe ao original produzido por Henry Ford!

A Brookville já produzia desde 1982 a carroceria do Ford roadster 1928/29 e, logo em seguida, o modelo 1930/31, mas esses modelos não eram os mais populares entre os rodders. Além disto, enquanto a Ford produziu dos modelos roadster, de 1928 até 1931, mais de 450.000 unidades, do Ford roadster 1932 apenas 12.000 viram a luz do dia pelas mãos de Henry Ford. Em 2004, o pessoal da Brookville resolveu tornar as coisas mais difíceis e iniciou os trabalhos para produzir um modelo ainda mais raro: o Ford 1932 Coupe de três janelas! Em 2005, com a mesma qualidade do roadster, o novo modelo entrou em produção e, no famoso e gigante evento da SEMA (Associação dos Fabricantes de Equipamentos Especiais) em Las Vegas, foi eleito o “Melhor Produto Novo do Ano”. Nada como um modelo fechado para montar um hot rod mais confortável.

Mas nas décadas de 40 e 50, quem competisse nas provas de velocidade com um Ford coupe era chamado de “chicken”, no sentido de medroso, pois os corajosos corriam mesmo com uma roadster, que deixava o piloto exposto e numa situação mais perigosa…

Com a Brookville mostrando que era comercialmente viável a reprodução em metal de modelos do passado, outras empresas não tardaram a entrar em cena com produtos até então inimagináveis:

Chevrolet Bel Air 1955, 1956 e 1957: estes são os Chevrolets considerados clássicos. Populares desde novos, na década de setenta passaram a ser o objeto de restauradores e rodders e sua legião de fãs sempre foi grande. As carrocerias novas disponíveis são: conversíveis de 1955, 56 e 57; coupe 1955 e 57 e sedan 1955 e 57.

Ford Mustang 1965, 1966 e 1967: também populares desde o dia que começaram a ser produzidos, os modelos desta primeira geração nunca saíram de moda. São carros práticos, pois são compactos. As carrocerias novas disponíveis são conversíveis e fechadas, “fastback”.

Mustang 1969

Ford Mustang 1968, 1969 e 1970: uma versão “anabolizada” da primeira geração. São reproduzidos os modelos fechados “fastback”.

Chevrolet Camaro 1967, 1968 e 1969: reproduzido nas versões fechadas e conversíveis, o Camaro foi a resposta da General Motors ao sucesso do Mustang, que também mantém uma legião de fãs desde novo.

Camaro 1967

Chevrolet Chevelle 1970 coupe ou conversível: quando novos venderam bem e podiam ser equipados de fábrica com o motor de bloco grande de 454 (7,4 litros). Um verdadeiro muscle car e uma legítima “banheira” americana! (gosto muito de tudo isto…).

Chevelle 1970

Ford 1940: reproduzido na versão coupe, este é o mais lindo dos “Fat Fords” (Fords “gordos” foram os produzidos de 1941 até 1948).

Ford 1934: o último “calhambeque” feito pela Ford é um modelo muito elegante, mas menos popular do que o modelo 32. É reproduzido na versão roadster.

Ford 1932 Roadster: reprodução exata do ícone do “hot rodding”

Chevrolet Pickup 1947 até 1954: considerando que uma picape originalmente é usada até acabar, uma carroceria novinha é uma boa opção para quer montar uma joia dessas.

Chevrolet Pickup 1955, 1956 e 1957: conhecido no Brasil como “Marta Rocha”, este modelo mais parece um Cadillac com uma caçamba, de tão bonita!

Chevrolet Pick-Up 1955

Mas essas carrocerias não teriam muita utilidade sem os demais componentes. E como o mercado consumidor americano é bem grande, tudo o que é necessário para finalizar um automóvel está disponível no mercado há muitos anos. São vidros, frisos, grades, lanternas, fechaduras, trincos, borrachas, interiores, partes mecânicas, suspensões, eixos e chassis.

No Brasil a fabricação comercial de reprodução de carrocerias de modelos antigos teve início na década de 90 e o material usado ainda é a valorosa fibra de vidro. Como o mercado nacional é pequeno, é pouco provável que alguma reprodução em metal em escala industrial seja feita por aqui. Mas tem sido possível vermos algumas destas carcaças novas de metal importadas dos Estados Unidos. E mesmo vendo uma pessoalmente é difícil acreditar que são “novinhas em folha”…

VEJA TAMBÉM: História: O pai do smoothie e do billet.

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