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Conheça o primeiro carro “personal” da Ford, o Thunderbird (1955/56/57)

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Rubens Hay e Divulgação

Em 1954 a Ford norte-americana lançou um novo modelo de automóvel, pequeno e esportivo, o Thunderbird. Uma grande novidade, pois, até então, a Ford Motor Company produzia sempre aquele carro grande e “normal”. O objetivo da Ford? Lançar um produto em resposta à sua eterna rival, a Chevrolet, que havia lançado em 1953 o pequeno e esportivo Corvette. O nome escolhido para o novo carro significava “pássaro trovão”. Na cultura indígena esse pássaro seria o responsável pelos trovões, relâmpagos e chuva.

O Thunderbird, ou simplesmente T-Bird, era uma versão americanizada do tradicional carro esportivo inglês. O motorista inglês sempre adorou percorrer as pequenas e sinuosas estradas rurais da Grã-Bretanha, a bordo de pequenos carros esportivos. Esses eram conversíveis e com espaço para apenas dois passageiros. Frente longa, traseira curta, motor dianteiro e tração traseira. Austin Healey 100, MG TF, Jaguar XK120, Triumph TR2, AC Ace eram algumas dessas “joias” inglesas!

Na versão da Ford, foram mantidos todos os elementos da receita original inglesa, mas no “molho” americano tínhamos: estilo 100% americano, motor V8 e potente, muito acessórios, teto rígido removível e vidros laterais.

T-Bird 1955

O desenho do T-Bird era atualíssimo e claramente uma versão em menor escala do irmão maior, o Ford 1955. O Ford 1955 era um carro com desenho completamente renovado em relação ao modelo de 1954. O vidro dianteiro panorâmico e as “sobrancelhas” sobre os faróis dianteiros eram os detalhes mais chamativos do novo Ford. E esses detalhes estavam também no moderno T-Bird.

Famosa pelos seus motores V8, em 1954 a Ford passou a equipar seus carros com um novo e mais eficiente V8 (semelhante ao do primeiro Galaxie nacional). O motor do T-Bird era uma versão maior desse novo motor. Tinha 4,7 litros, carburador de corpo quádruplo e escapamentos duplos. Gerava potência de 193 HP ou 198 HP nos carros com câmbio automático. Era um motor à altura de um carro esportivo e o fazia percorrer o quarto de milha em apenas 18 segundos!

Os esportivos ingleses se espelhavam nos carros de corrida e no quesito conforto deixavam muito a desejar. Já o T-Bird se inspirava nos seus irmãos maiores e podia vir recheado com muitos acessórios que facilitavam a vida do motorista. Eram caixa automática, direção hidráulica, servo freio, banco e vidros automatizados. Só faltava o ar-condicionado…

Outro acessório oferecido era um teto de lona rebatível. O padrão do carro era um teto rígido e removível. Esse era feito em fibra de vidro, pesava 38 quilos e duas pessoas o removiam com facilidade. Já o teto de lona era rebatível e, na eventualidade de uma chuva, não era necessário voltar para casa para pegar o teto… O T-Bird com o teto rígido e com seus vidros laterais podia ser utilizado com conforto mesmo num inverno rigoroso, diferente de um esportivo inglês, que em geral tinham cortinas nas laterais.

A Ford estimava vender cerca de 10.000 unidades do seu pequeno esportivo, mas a aceitação foi tal que o modelo 1955 fechou com 16.155 unidades produzidas! E concorrente Chevrolet vendeu do Corvette 1955 míseras 700 unidades… A Ford veio com seu esportivo dois anos atrasada, mas fez o carro certo na hora certa! E o preço do T-Bird e do Corvette eram semelhantes, e bem caros! Um enorme e vistoso Ford Fairline 1955 conversível custava 2.324 dólares, contra 2.980 do T-Bird.

T-Bird 1956

Em outubro de 1955, a Ford iniciou a produção do T-Bird 1956. A maior novidade era o estepe instalado externamente na traseira do carro. Isso era uma moda da época e ainda se ganhava espaço no pequeno porta-malas. Em contrapartida, a visibilidade para trás era diminuída e o peso adicional na traseira prejudicava a dirigibilidade. Outros detalhes novos eram ventarolas nas portas e janelas de ventilação nas laterais dos para lamas dianteiros. No modelo 56, a capota rígida podia vir equipada nas laterais com janelinhas circulares. Essas eram muito elegantes e muito úteis, pois aumentavam a visibilidade lateral do motorista.

Embaixo do capô, o motor agora fornecia mais potência: 200 HP ou 202 HP nos carros automáticos. E, para quem queria mais “vitamina”, uma opção maior desse motor com 5,1 litros fornecia 215/225 HP! A produção do modelo 1956 foi de 15.631 unidades – um ótimo número, já que o carro agora não era mais uma novidade.

T-Bird 1957

Outubro de 1956 marca o lançamento com muitas novidades do Thunderbird 1957. Na frente, um para-choque novo e mais baixo permitia o uso de uma grade mais alta. Grade maior, motor melhor refrigerado. E de novo mexeram no estepe. Voltou para dentro do porta-malas. Em 1955 o estepe ficava deitado dentro do porta-malas, agora ficava inclinado, quase de pé. Para que isso fosse possível, a traseira foi alongada. O comprimento do carro permaneceu igual ao do ano anterior, que tinha o estepe para fora. Essa mudança aumentou o espaço para a bagagem e melhorou a dirigibilidade. E essa nova traseira tinha um rabo-de-peixe, um ícone dos carros da década de cinquenta! As novas lanternas na traseira pareciam propulsores de um foguete! E potência de foguete o carro tinha – nesse ano havia a opção do motor de 5,1 litros com compressor “Paxton” com 340 HP na versão Nascar! Com tantas novidades, o modelo 1957 vendeu muito bem: 21.380 unidades!

Três anos vendendo o pequeno T-Bird, e a Ford percebeu que o público buscava um carro com estilo esportivo e refinado, e não necessariamente um carro esportivo de “verdade”. A Ford, ao desenvolver o modelo para 1958, decidiu atender exatamente o gosto desse perfil de motorista. O T-Bird para 1958 ficou maior, mais pesado e tinha a opção fechada ou conversível. E, contrariando a premissa original, agora era para quatro passageiros. E foi um sucesso – 37.892 unidades produzidas!

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