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As extravagâncias e os excessos da década de 1970 encontravam um solo fértil no carro de luxo da Chrysler

Texto: Aurélio Backo
Fotos: Divulgação

Imperial 1975

Um cidadão norte-americano que quisesse comprar um carro de luxo em 1975 poderia escolher entre três ótimas opções. Uma delas era o modelo da General Motors, o prestigioso Cadillac. A segunda era o elegante Lincoln, da Ford Motor Company. Por fim, a terceira opção era o imponente Imperial, fabricado pela Chrysler Corporation.

A primeira impressão do Imperial 1975 era o tamanho. Com 5,86 metros de comprimento, era 45 cm mais longo do que um Galaxie nacional. A segunda impressão era a frente maciça. Com faróis ocultos sob tampas pintadas na cor do carro, sua frente parecia um pesado bloco de metal. Essa impressão também era sentida na lateral, pois as rodas traseiras eram encobertas por enormes saias. Para contrabalancear o “peso” do carro, a grade dianteira era formada por delicados elementos verticais que lembravam uma singela cachoeira.

Imperial 1975
Imperial LeBaron Crown Coupe 1975: o mais luxuoso carro da linha da Chrysler

Para movimentar um carro tão grande, só um enorme motor V8. Esse motor V8 que equipava o Imperial era disponível numa única versão de 7,2 litros e 215 HP. Toda essa potência era necessária, pois eram 2.254 quilos de carro…

O Imperial 1975 era disponível numa única série, a LeBaron. O Imperial LeBaron podia ser adquirido em três opções de carroceria. A mais formal tinha quatro portas. Essas portas não tinham as colunas por onde sobem os vidros. Esse detalhe, emprestado dos carros conversíveis, conferia leveza ao carro. A carroceria mais esportiva, e também a mais cara, era a conversível. Por fim, um modelo que se assemelhava ao conversível, exceto pelo teto fixo, era o coupe de duas portas.

No interior do carro, a impressão era de uma sala de estar. Além do grande espaço, os bancos eram finalizados em padrão “capitonê”. Esse estilo era mais comum em sofás de casas. No Imperial poderiam ser perdidas algumas moedas na superfície destes bancos… O material principal dos bancos era um veludo de alta qualidade, ou opcionalmente couro. Para combinar com esse estofamento exótico e luxuoso, o painel só podia ser feito em  padrão de madeira. Esse era equipado com instrumentos analógicos que tinham também luzes de alerta com “LED”. O catálogo do carro enfatizava a modernidade dessas luzes.

Imperial 1975
Modernidade: Painel com luzes de LED e relógio digital

Outra modernidade era um relógio digital. O mostrador era mecânico, com os números gravados em pequenas chapas que se movimentavam à medida que passava o tempo. O fabricante enfatizava a sua precisão: em um mês de funcionamento só um minuto de erro. Se não fosse ajustado, em um ano o erro seria de 12 minutos. Excelente para a época, mas pouco preciso se comparado com os relógios atuais.

O Imperial 1975 já vinha de fábrica com uma lista enorme de acessórios: caixa automática, direção assistida, servo freio, vidros elétricos, ar condicionado e vidros coloridos (nada de película aqui…). Com um custo adicional, muitos outros itens podiam aumentar o conforto e a segurança do proprietário do Imperial: som, controle de velocidade, volante regulável, banco elétrico, teto solar, trava elétrica nas portas, alarme e abertura de porta-malas elétrico. Um item interessante era um rádio AM/FM com tocador de fita de cartucho de 8 pistas. Esses cartuchos eram um pouco maiores que as antigas fitas cassete e tinham capacidade para 80 minutos de música.

O Imperial 1975 havia sido lançado em outubro de 1974 e sua produção foi encerrada em junho de 1975. Nessa data, além de ser encerrada a produção do modelo, a Chrysler Corporation decidiu que esse seria o último Imperial… A justificativa da Chrysler para extinguir o Imperial eram as baixas vendas. Enquanto 101.843 Lincoln e 264.731 Cadillac foram produzidos dos modelos de 1975, do carro de luxo da Chrysler foram produzidas apenas 8.830 unidades.O mercado de luxo americano ficava apenas com a Cadillac e a Lincoln.

A Chrysler, em vez de descartar o ferramental do Imperial, tomou uma decisão arrojada. O mesmo Imperial de 1975 foi lançado na linha de 1976 com o nome New Yorker Brougham. Esse modelo já fazia parte da linha da Chrysler há vários anos e ocupava uma faixa de preços abaixo ao do Imperial. Para baixar o preço dessa nova fase do “Imperial”, vários itens que antes vinham de fábrica passaram a ser opcionais. A manobra da Chrysler, apesar de arriscada, foi bem-sucedida e sob o nome New Yorker Brougham, 39.837 unidades 1976 foram vendidas. Um número muito bom se comparado com os 8.830 Imperial  vendidos do modelo 1975…

VEJA TAMBÉM: Original: O Fabuloso Hudson 1948-1954.

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